TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Homem morre após ser espancado no Largo São Francisco

Fernando Celestino de Jesus, de 29 anos, foi agredido por grupo com quatro pessoas em frente à Faculdade de Direito da USP

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2018 | 14h01

SÃO PAULO - O desempregado Fernando Celestino de Jesus, de 29 anos, morreu após ser espancado no Largo São Francisco, centro de São Paulo, na madrugada deste sábado, 29. Em investigação, a Polícia Civil tenta identificar os autores do crime.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, mas já encontrou a vítima caída no chão, incosciente e com ferimento na cabeça. No local, médicos do Samu teriam constatado a morte de Jesus.

A agressão aconteceu em frente à Faculdade de Direito da USP. No momento, ocorria uma festa universitária organizada pelas atléticas XI de Agosto, da Faculdade de Direito, e Visconde de Cairu, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

Com Jesus, os policiais teriam encontrado três vidros com substância líquida, quatro sacos plásticos aparentemente com maconha e uma quantia em dinheiro. Nenhuma testemunha teria sido localizada na hora.

Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pela Globo News, mostram que a vítima foi espancada por um grupo com quatro rapazes por cerca de um minuto. O desempregado continuou sendo agredido mesmo quando já estava caído no chão.

O homicídio foi registrado no 8.º Distrito Policial (Brás). As investigações serão conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Em nota, as atléticas afirmam que nenhum dos envolvidos participava da festa. "Segundo consta dos relatos daqueles que presenciaram o ocorrido, um rapaz foi morto após suposto assalto a outros rapazes na região do centro da cidade", diz o comunicado.

As atléticas dizem, ainda, que membros da organização prestaram socorro a Jesus, oferecendo assistência de médicos e da ambulância da festa. "A análise da equipe de médicos do local infelizmente constatou a morte imediata da vítima", afirma. "A sensação de impotência diante de tamanha violência, nos consterna e entristece."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.