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Homem morre após ser esfaqueado na Avenida Paulista

Vítima voltava do Parque Ibirapuera com amigos quando se deparou com dupla que passou a ofender o grupo; autor do crime fugiu do local

Marina Dayrell e Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2018 | 10h39

Um cabeleireiro gay, de 30 anos, foi esfaqueado e morto na Avenida Paulista, zona sul da capital, na noite da última sexta-feira, 21, por dois homens ainda não identificados. Os criminosos fugiram. 

De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 22h no cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Plínio Henrique de Almeida Lima, de 30 anos, voltava do Parque Ibirapuera com outras três pessoas quando dois homens começaram a ofender o grupo. Ao chegar na Avenida Paulista, Lima teria questionado o autor do crime sobre o motivo das ofensas e o homem o feriu com uma facada no tórax. 

O suspeito e o outro homem que estava com ele fugiram em direção à estação Brigadeiro do metrô. Plínio foi socorrido para o Hospital das Clínicas, mas morreu no local.

Lima estava acompanhado do marido com mais um casal de amigos gays. Eles tinham ido assistir um show no Ibirapuera e voltam juntos para casa.

Atos Henrique Dias de Souza, de 30 anos, era um dos amigos que estava com Lima. Ele conta que, durante todo o trajeto do parque até a avenida Paulista, os agressores faziam ofensas ao grupo. "Eram ofensas homofóbicas porque estávamos de mãos dadas, eu e meu namorado e Plínio e o marido. Claramente foi um crime de homofobia", diz. 

Ele conta que Lima questionou os homens sobre o motivo das ofensas e um deles rapidamente puxou uma faca e o feriu na região do tórax. "Acredito que ele já estava com a faca na mão, porque não vimos ele tirar da mochila. Depois de esfaquear o Plínio, eles saíram caminhando em direção ao metrô. Eu fui atrás deles, mas eles me ameaçaram, dizendo que fariam o mesmo comigo."

Segundo Souza, Lima estava feliz porque tinha entrado de férias na sexta-feira. Ele fazia planos para passar o Natal com os amigos e a família. "Seria uma festa da nossa religião, o candomblé. Ele estava muito animado, planejando os próximos dias", conta. A vítima estava casada há 4 anos e era cabeleireiro, mas trabalhava também como auxiliar de cozinha. 

O crime foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil no 78º Distrito Policial. A Polícia Civil iniciou as investigações para localizar o autor.

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