Homem mata policial na rodovia e foge com a viatura

Zanateli atendia uma ocorrência de acidente de trânsito quando foi atingido por um tiro no pescoço

Josmar Jozino, do Jornal da Tarde,

28 Janeiro 2009 | 01h06

Um policial foi assassinado com um tiro no pescoço por volta das 19h40 desta terça-feira, 27, no km 51 da Rodovia dos Bandeirantes, pista sentido Interior, em Jundiaí, a 60 km da Capital. As últimas palavras ditas pelo policial militar rodoviário Erivelton Augusto Zanateli, 30 anos, pelo rádio da viatura foram: "Visualizei uma colisão envolvendo três veículos. Vou verificar". Em seguida, ele foi morto pelo motorista de um Toyota Hilux roubado.   A colisão envolveu um caminhão, um Nissan Frontier prata, e a Hilux, também prata. Zanateli chegou ao local do acidente com o Prisma da Polícia Militar. Ao descer para atender à ocorrência, o motorista do Toyota sacou a arma e atirou no PM. A bala atingiu o pescoço da vítima. O soldado foi socorrido no Hospital São Vicente, em Jundiaí, onde morreu.   O assassino entrou no Prisma da PM e andou sete quilômetros em alta velocidade. O carro, do 4º Batalhão Policial Militar Rodoviário (BPRv), foi abandonado no acostamento do km 58. O atirador entrou no mato e fugiu. Um helicóptero Águia da PM fez buscas na região, mas até as 22h45 de terça-feira, o criminoso continuava foragido, de acordo com a polícia.   Segundo a PM, a caminhonete Hilux foi roubada no último dia 22, na área do 6º DP de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. As placas do veículo não foram divulgadas. O assassinato do soldado foi registrado no plantão da Delegacia Sede de Jundiaí. A Polícia Civil deve ouvir o dono da Hilux e os motoristas dos outros veículos envolvidos na colisão. O objetivo é tentar saber se o autor do roubo da caminhonete é a mesma pessoa que atirou no policial.   Zanateli estava na Polícia Militar Rodoviária havia cinco anos. Ele era casado e tinha um filho de 2 anos. A PM informou que o corpo do soldado será velado na cidade de Barretos, no interior, onde ele nasceu e morava. Até o fechamento desta edição, a família do policial militar ainda não havia definido o local do enterro.

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