Glauco Braga/Estadão
Glauco Braga/Estadão

Homem atira na companheira, mata 5 da mesma família e comete suicídio

Uma das vítimas mortas em São Vicente era ex-companheira de Alex Sander Correia; uma sobrinha, a irmã e os pais dela também foram assassinados

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo, e Glauco Braga, especial para o Estado

05 de dezembro de 2019 | 09h23
Atualizado 05 de dezembro de 2019 | 15h42

Correções: 05/12/2019 | 13h35

SÃO VICENTE E SÃO PAULO - O eletricista Alex Sander Correia, de 40 anos, matou a ex-mulher e quatro pessoas da família dela a tiros em São Vicente, no litoral sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 5. Antes disso, também nesta manhã, ele havia atirado ainda em sua atual companheira, que ficou ferida na cabeça e no braço. Na sequência, Correia cometeu suicídio.

Correia tinha um relacionamento com Margarete Neto Pinheiro de Jesus, de 41 anos. Ela tem um filho e garantia que ele era o pai. O homem começaria a pagar pensão para o suposto filho. No entanto, o casal e a criança fizeram recentemente um exame de DNA, que apontou que o menino não era filho de Correia.  Segundo a Polícia Civil, desde então Correia era vítima de chacota no bairro onde morava. 

Com um revólver, ele invadiu a casa da ex-companheira e executou Margarete; a irmã dela, Maisa das Graças Pinheiro Silva, de 39; a sobrinha Larissa Pinheiro do Monte, de 19; e os pais de Margarete, Carlos Alberto Neves, de 57, e Daulira das Graças Neto Neves, de 66.

Depois, ele se matou com um tiro na cabeça.  A outra vítima, identificada como Renata, vivia com Correia e tinha uma medida protetiva contra ele. Antes de matar Margarete e seus parentes, ele atirou contra Renata na casa onde moravam, no bairro do Humaitá, em São Vicente. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e está internada no Hospital Municipal de São Vicente.

A prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), informou que R. deu entrada por volta das 6h30 com ferimentos na cabeça e no braço. A paciente é acompanhada pela equipe da neurocirurgia, está consciente e realiza exames.

O caso foi registrado na Delegacia Sede de São Vicente. A Polícia Militar havia divulgado mais cedo que uma criança foi morta, mas a informação não foi confirmada pela Polícia Civil.

Uma mulher é vítima de feminicídio a cada 60 horas no Estado de SP

Em média, uma mulher é vítima de feminicídio no Estado de São Paulo a cada dois dias e meio. Em 2018, 148 assassinatos foram registrados já no boletim de ocorrência como derivados de violência doméstica ou por “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. 

O número de mortes no ano passado é 12,9% maior do que o registrado no ano anterior (131) e mais do que o dobro do que o observado em 2016 (70), embora a quantidade de homicídios dolosos tenha diminuído no Estado. Os dados foram levantados pelo Estadão Dados com base em boletins de ocorrência (BO) da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Apesar da alta, especialistas afirmam que o número de casos deve ser maior. Um dos motivos é a tipificação nem sempre ser apontada já no registro do BO.

Correções
05/12/2019 | 13h35

O texto foi atualizado às 13h35 desta quinta-feira, 5, para corrigir a informação divulgada pela Polícia Militar mais cedo de que uma criança havia sido morta. A Polícia Civil não confirmou o óbito de nenhum menor de idade.

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