Homem leva filho para explodir caixa

Ele disse à polícia que não tinha com quem deixar o garoto de 8 anos enquanto a mãe trabalhava; explosivos foram roubados há 6 meses

JOÃO CARLOS DE FARIA , ESPECIAL PARA O ESTADO , TAUBATÉ, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2012 | 03h04

Um homem foi preso, anteontem, após levar o filho de 8 anos para acompanhar a explosão e arrombamento de um caixa eletrônico. O crime aconteceu em Guaratinguetá, a 175 km da capital paulista.

A ação foi registrada por câmeras de áreas vizinhas. Além do filho, ele estava acompanhado de um comparsa, ainda foragido, que teria sido o responsável por colocar os explosivos no local.

Fernando Belo de Faria Carvalho, de 29 anos, ex-funcionário da pedreira da Serveng Civilsan, localizada em Aparecida, foi preso por volta das 6h40 de segunda-feira, perto da casa dele, no bairro Vista Alegre, na periferia da cidade. As imagens mostram o rapaz em seu carro, juntamente com a criança, que acreditava estar indo passear com o pai.

Em seu depoimento, Carvalho afirmou ter levado o menino para participar da ação porque não tinha com quem deixá-lo. A mãe trabalha à noite em um restaurante. Segundo o delegado Adilson Marcondes dos Santos, chefe da DIG de Guaratinguetá, ao ser levada à delegacia para depor, a mulher, surpresa, chorou muito. "Ela disse que desconhecia as atividades criminosas do marido à noite."

Na casa de Carvalho, que confessou o crime, foram apreendidas 22 bananas de dinamite. O material, segundo a polícia, faz parte de um lote de 40 roubado há seis meses na pedreira, possivelmente com a ajuda de outro funcionário, também preso.

A polícia desconfia que uma das bananas de dinamite tenha sido usada na explosão da delegacia de Aparecida, no dia 3. "Faltam encontrar as 15 restantes, que podem estar em poder de bandidos", disse o delegado.

O rapaz é réu primário, mas foi preso em flagrante por posse ilegal de explosivos e deve ser indiciado por corrupção de menor, formação de quadrilha, tentativa de furto e explosão. A pena ultrapassa os 10 anos de prisão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.