Reprodução/Google Stree View
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Homem é perseguido e preso após matar mulher em motel de Jaguariúna

Queli Aparecida Simon, de 39 anos, foi raptada; policiais rodoviários localizaram veículo do suspeito

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2019 | 00h12

SOROCABA - Um homem foi preso, nesta quinta-feira, 3, depois de raptar e assassinar uma mulher, em um motel de Jaguariúna, interior de São Paulo. O suspeito, Edmilson Manoel Jardim, de 43 anos, foi perseguido por mais de 20 km pela polícia após sair do motel e capotou o carro que dirigia em uma rodovia, no município de Estiva Gerbi. Aos policiais, ele teria confessado o assassinato. Conforme a Polícia Civil, o caso é tratado como de feminicídio.

A vítima, Queli Aparecida de Siqueira Simon, de 39 anos, trabalhava em uma padaria de Pedreira, na mesma região, e teria entrado no trabalho às 5 da manhã. Funcionários que chegaram depois estranharam a ausência dela e verificaram as câmeras de vigilância instaladas no local. As imagens mostraram quando o suspeito colocou Queli à força em um automóvel Onix de cor branca. A Polícia Militar foi notificada de um possível sequestro relâmpago e iniciou um cerco na região.

Policiais rodoviários localizaram o veículo na rodovia Adhemar de Barros (SP-340), sentido Mogi Guaçu. O motorista não obedeceu ao sinal de parada e acelerou, dando início à perseguição. O carro entrou na cidade de Mogi e passou a ser perseguido também pela PM local. Na fuga, o suspeito passou por vários bairros e seguiu por uma vicinal em direção a Estiva Gerbi. Nessa cidade, ele entrou em alta velocidade na rodovia José Lanzi (SP-179), mas perdeu o controle do carro. Após passar sobre a mureta, o veículo capotou e atravessou a outra pista, indo parar em uma cerca.

Ferido, Jardim foi levado a um hospital e contou aos policiais que havia matado a mulher. O corpo de Queli foi encontrado em um quarto do motel Oásis, em Jaguariúna. O homem disse que matou a mulher enforcada, mas não explicou os motivos. Ele deve ser interrogado assim que receber alta e vai permanecer preso. O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Mogi Guaçu. A Polícia Civil aguarda o resultado da necropsia com a causa da morte.

Outro caso

Morreu nesta quinta-feira, 3, a estudante Natasha Rodrigues, de 14 anos, que havia sido baleada no dia 29 de dezembro, após ter se recusado a reatar o namoro com o suspeito, Deybson dos Santos, de 20 anos, em Barretos, interior de São Paulo. Ela estava internada na Santa Casa e, com a confirmação da morte, a família decidiu doar os órgãos da adolescente. Conforme a Polícia Civil, a estudante tinha ficado algumas semanas com o rapaz, mas decidiu não levar adiante o namoro e passou a ser ameaçada.

No dia do crime, ela foi abordada quando seguia com uma amiga para comprar chiclete em um bar. Santos mandou que a amiga se afastasse e disparou contra ela. Natasha foi atingida por uma bala no pescoço e, depois de caída, recebeu outro tiro na barriga. O agressor fugiu. A família da menina ouviu os disparos e encontrou a estudante baleada na rua. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas continua foragido. Agora, vai responder por feminicídio.

Prisão

Acusado de atear fogo na ex-mulher, no dia 26 de dezembro, o segurança Edilson dos Reis Bispo, de 48 anos, se entregou à polícia, em Santo André, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira, 2. Ele estava foragido desde o dia do crime e já teve a prisão temporária decretada, por isso vai responder na cadeia pela tentativa de feminicídio. A auxiliar de enfermagem Josefa Paula Renata, de 31 anos, que sofreu queimaduras no rosto e nas mãos, está internada desde o dia do crime, mas não corre risco de morrer.

Conforme a Polícia Civil, o casal vivera dez anos juntos, mas estava separado havia um mês. Naquele dia, Bispo foi ao hospital onde Josefa trabalha, esperou sua saída e, com o pretexto de conversar sobre a guarda dos filhos, ofereceu uma carona à ex-mulher. Minutos depois, ao ver que ela não aceitava reatar a relação, parou a moto e jogou combustível na ex, ateando fogo. O agressor fugiu na moto após o crime, enquanto a mulher era socorrida por populares. Ele vinha sendo procurado pela polícia.

 

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