GUSTAVO GERCHMANN/ELEVEN
GUSTAVO GERCHMANN/ELEVEN

Homem é morto em tiroteio no Jockey Club

Carros furaram bloqueio e atropelaram um policial; após perseguição e tiros, suspeito e funcionário de uma rádio ficaram feridos 

Rafael Italiani e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 18h00

Atualizada às 23h24

SÃO PAULO - Um tiroteio dentro no Jockey Club de São Paulo, na Cidade Jardim, zona sul da capital paulista, deixou um suspeito morto por voltas das 16 horas desta terça-feira, 17. Pouco antes, outra troca de tiros entre policiais e assaltantes, na frente do clube, havia deixado um suspeito e um trabalhador feridos. Um PM, atropelado por um carro suspeito, também se feriu e foi internado em estado grave no hospital com traumatismo craniano.

A Polícia Militar fazia um bloqueio na Avenida Lineu de Paula Machado, por volta das 16 horas, quando um Toyota Corolla e um Volkswagen Saveiro desobedeceram a ordem de parada. Um dos veículos atropelou um soldado, que ficou gravemente ferido. Segundo a corporação, os suspeitos começaram a atirar contra a PM, que revidou e deu início ao primeiro tiroteio.

Um dos tiros estilhaçou o vidro de entrada da sede da Rádio Antena 1, localizada no número 900 da via, e acertou um funcionário de 24 anos na mão e de raspão na cabeça. Ele foi levado ao Hospital São Luiz com ferimentos leves.

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Outro suspeito foi baleado dentro do Corolla, no braço, enquanto os demais ocupantes do veículo saíram correndo na direção da entrada do Jockey Club, a cerca de 150 metros de onde estava a blitz. Os policiais seguiram os fugitivos e mais um confronto teve início dentro do clube. Segundo a PM, um suspeito foi atingido e morreu no local, enquanto outro acabou sendo preso sem ferimentos. Um terceiro homem conseguiu fugir e não havia sido capturado até a noite desta terça.

Os passageiros do Saveiro, por sua vez, conseguiram fugir. Eles roubaram um Fiat Palio nas imediações, que foi achado horas depois com um fuzil em cima do banco.

Operação. O bloqueio da polícia fazia parte de uma operação no bairro com o objetivo de evitar assaltos a residências. A ação foi feita com informações do serviço de inteligência.

Os policiais tinham pistas de que uma quadrilha estava no entorno do Jockey Club. No dia 27, uma perseguição policial no Morumbi, envolvendo as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), também terminou com tiroteio e um empresário e um criminoso mortos após suspeita de roubo à residência.

Para localizar os fugitivos nesta terça, a PM usou um helicóptero Águia e viaturas da Força Tática e da Rota, mas ninguém havia sido detido até as 23 horas. A investigação será feita pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Medo. Assustados com os tiros, funcionários da rádio foram dormir na casa de colegas de trabalho que moram nas proximidades. Uma mulher que não quis ser identificada disse que a violência é rotineira. “Recentemente teve troca de tiros por aqui e estamos assustados com a violência. Hoje, foi todo mundo para a janela ver o que estava acontecendo até que o rapaz foi atingido.”

A rádio afirmou que o major responsável pelo policiamento na área esteve lá para recolher informações. A Antena 1 disse que, ao ser cobrado por mais segurança, o oficial respondeu que a região de Cidade Jardim “é um bairro privilegiado e não precisa de policiamento”. 

Já a PM, em nota, informou que “a pessoa, de maneira oportunista e inadequada, aproveitou a situação para cobrar mais policiamento, privilegiando o bairro” e, “em razão da gravidade dos fatos que estavam ocorrendo, o oficial decidiu não levar em consideração, naquele momento, a observação inoportuna”. A PM disse ainda que não falta policiamento no bairro.

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