Homem é morto em estacionamento na zona norte de São Paulo

Vítima teria se envolvido em briga com suspeito, que está foragido; uma mulher também foi baleada, ficou ferida e está internada

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 08h30

Atualizado às 11h05

SÃO PAULO - Um homem foi morto a tiros e uma mulher ficou ferida na entrada de um estacionamento na Vila Maria, na zona norte da capital paulista, na noite desta quinta-feira, 27. Os dois foram baleados durante uma discussão com um funcionário do estabelecimento, o manobrista João da Silva Barbosa, de 46 anos, que está foragido.

Segundo a Polícia Militar, a discussão aconteceu por volta das 22h30, quando os policiais foram acionados para uma ocorrência de disparo de arma de fogo na Avenida Alberto Byington, na altura do número 500. Ao chegarem, os agentes encontraram as duas vítimas baleadas. Alvejado por dois tiros, o autônomo Daniel Abraão Pires, de 25 anos, morreu no local. Barbosa fugiu logo depois de atirar.

Baleada na barriga, Graziele Aparecida Evangelista, de 21 anos, foi socorrida pelos policiais militares para o Hospital do Mandaqui, também na zona norte. De acordo com a Polícia Civil, ela deu entrada no centro cirúrgico e seu estado de saúde é estável.

Ainda segundo a Polícia Civil, os dois eram clientes do estacionamento e já haviam discutido com o manobrista, que trabalhava e morava no local há dois meses, outras vezes. Os policiais ainda desconhecem a relação entre as duas vítimas.

Habitualmente, eles guardavam um carro Hyundai i30 e uma motocicleta Yamaha Fazer Ys250 no estabelecimento, mas os dois teriam se recusado a deixar as chaves dos veículos no local, o que teria motivado as brigas recorrentes.

Na última discussão, Barbosa teria sacado uma arma de fogo, ainda não identificada, e atirado duas vezes contra Pires e uma vez contra Graziele. “Pelas circunstâncias, deve ser um revólver já que não havia nenhuma cápsula no local do crime”, afirmou o delegado Antônio de Pádua Souza, titular do 20º Distrito Policial (Água Fria), responsável por investigar o caso.

O dono do estacionamento foi chamado na delegacia para prestar depoimento. Aos policiais, ele afirmou que desconhecia que o funcionário trabalhava armado.

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