Fabio Leite/Estadão
Fabio Leite/Estadão

Homem é morto em confronto com a polícia na Praça Roosevelt

Três suspeitos de integrarem quadrilha que roubava relógios Rolex ainda ficaram feridos; troca de tiros ocorreu pouco antes de manifestação

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

15 Março 2017 | 17h46

SÃO PAULO - Um homem morreu e três ficaram feridos após troca de tiros com policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) na Praça Roosevelt, região central de São Paulo, no início da tarde desta quarta-feira, 15. 

Segundo o delegado Fábio Sandrin, da 6ª delegacia do Deic, os homens pertenciam a uma quadrilha suspeita de roubar relógios Rolex de passageiros que desembarcavam no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Os policiais estavam seguindo a quadrilha, que já havia sido reconhecida por outras vítimas, há mais de quinze dias.

Nesta quarta-feira, os policiais foram até Congonhas, de onde acompanharam os ladrões até o centro da capital. Na saída do túnel da Praça Roosevelt, o motorista de um dos carros entregou uma arma para um assaltante que estava em uma motocicleta. O motociclista, então, se aproximou de um táxi e tentou assaltar o passageiro.

Neste momento, os policiais saíram da viatura e teve início a troca de tiros. Homens que estavam em outro carro, um Prisma cor de chumbo que dava cobertura à ação criminosa, também participaram do confronto. Um deles foi atingido e morreu e outros dois ficaram feridos. 

O motociclista também foi baleado e socorrido em estado grave. Já o suspeito que entregou a arma ao homem na moto conseguiu fugir. A troca de tiros ocorreu por volta das 14h30, pouco antes da manifestação de professores da rede estadual de São Paulo entrar na Rua da Consolação. 

Dentro do Prisma, os policiais encontraram dois relógios. Os agentes apreenderam ainda três armas que estavam com a quadrilha. A perícia chegou ao local por volta das 18 horas. O túnel está interditado no sentido centro desde então. 

Testemunhas. O segurança de um mercado na Praça Roosevelt disse ter ouvido cerca de 15 disparos de pistola quando a polícia abordou os bandidos. "Ouvi os estrondos da polícia atirando e vi o motoqueiro caído no chão. A gente correu para dentro do mercado para não se machucar", disse Weule Cristofe dos Santos Barbosa, de 32 anos.

Segundo o vigia, um funcionário da Eletropaulo que fazia reparo em cima de um poste de luz na praça na hora do tiroteio ficou em estado de choque e foi socorrido por comerciantes do local.

Duas moradores da região que pediram para não se identificar disseram que ouviram tiros de metralhadora. "Foi em sequência, tá, tá, tá, tá. Sai na janela e vi um dos policiais com a metralhadora na mão, contou.

A aposentada Minervina Menezes, de 65 anos, que mora no 10º andar do prédio na esquina onde ocorreu o tiroteio disse que os assaltos a veículos na saída do túnel são frequentes. "Outro dia eu vi dois bandidos puxando um rapaz de dentro de uma picape para roubar. Hoje, só ouvi os tiros, uns seis, e quando saí na janela o rapaz já estava no chão. Foi muito rápido, contou.

 

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