Homem é baleado na frente do Iguatemi

Empresário foi atingido por 2 tiros ao sair de agência bancária com R$ 5 mil; motociclista também disparou em ônibus na Faria Lima

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2013 | 02h01

O empresário Sérgio Vicente Passarini, de 50 anos, foi baleado após uma tentativa de assalto em frente ao Shopping Iguatemi, na Avenida Faria Lima, zona oeste da cidade. A vítima saía de uma agência do banco Itaú com R$ 5 mil, quando foi rendida por um motociclista e levou dois tiros. Um ônibus que passava pela avenida também foi atingido.

O crime aconteceu às 12h30, horário em que muitas pessoas saem dos escritórios da região para almoçar ou ir ao banco. Após os disparos, houve tumulto e pânico em frente ao shopping.

O motoqueiro abordou o empresário em frente à agência bancária e efetuou quatro tiros. Não se sabe se o empresário reagiu ou se, assustado, tentou voltar para o banco. Passarini levou um tiro em cada perna e retornou para a agência com o dinheiro na mão. Os funcionários do banco chamaram o resgate e a polícia, e o empresário foi levado ao Hospital Albert Einstein. Ele não corre risco de vida. Os R$ 5 mil que pertencem à vítima foram depositados novamente em sua conta pela gerente do banco.

Segundo o policial militar que atendeu a ocorrência, cabo Eduardo Fleming, o motoqueiro fugiu em direção ao bairro de Pinheiros e ninguém anotou a placa da moto. "Ele estava com capacete preto e uma viseira fumê, em uma moto pequena, segundo as testemunhas. Tinha muita gente na rua e as pessoas estavam bastante assustadas", disse.

A delegada que cuida do caso, Lygia Pimentel, pediu ao Itaú imagens das câmeras de segurança para identificar o assaltante. "Não sabemos se ele tinha um parceiro. Com a perícia veremos de onde saíram os tiros que atingiram o ônibus, se do motociclista, de um segurança do banco ou de um possível parceiro."

Feridos. O ônibus da Viação Gato Preto, que fazia o trajeto Lapa-Socorro, parou no semáforo em frente ao Shopping Iguatemi quando foi atingido por um dos disparos. A janela ao lado da porta de desembarque, no lado esquerdo do veículo, se estilhaçou e os cacos de vidro feriram quatro pessoas - duas mulheres, um homem e o cobrador.

"Estávamos parados quando ouvimos três estampidos. No quarto, a janela estourou. Eu mandei todo mundo abaixar e ir para o chão, porque pelo menos as balas passariam por cima", afirmou o motorista, Carlos Aparecido Nunes de Oliveira, de 48 anos.

"A bala ricocheteou de um lado para outro e foi parar debaixo do banco. Por sorte não atingiu ninguém. Nós ficamos aguardando terminar os tiros. Eu olhava para trás e tinha passageiro em cima de passageiro", explicou Oliveira.

O cobrador Wilson Soares, de 38 anos, teve um corte de dois centímetros na perna direita e levou dois pontos. Dois outros feridos tiveram cortes superficiais na mão e outro sofreu uma batida leve n a cabeça. "O mais prejudicado fui eu, que me cortei e precisei tomar ponto", disse Soares.

O motorista do ônibus desembarcou os passageiros que não estavam feridos e levou o veículo até o Hospital das Clínicas. "Passamos um nervoso danado. Era horário de pico, o Hospital das Clínicas está passando por reformas e eu fiquei quase uma hora sangrando. Consegui estancar porque amarrei um pano", explicou o cobrador.

Ele afirma que, nos quatro anos de profissão, foi a primeira vez que seu veículo foi alvo de criminosos. "Foi uma coisa impressionante, parecia filme. Está tudo bem agora e eu agradeço por estar vivo. Eu amo ser cobrador, amo a minha função e sei que essa foi uma fatalidade."

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