Ana Paula Niederauer/Estadão
Ana Paula Niederauer/Estadão

Homem é atropelado no Largo do Paiçandu

Vítima, que estava consciente, sofreu escoriações na cabeça e foi levada pelo Corpo de Bombeiros ao hospital

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 14h49

Um homem foi atropelado no Largo do Paiçandu, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no centro de São Paulo, por volta das 13h45 desta quinta-feira, 10.

Segundo a população que está na região, o senhor atravessou a rua fora da faixa de pedestre. A vítima, que estava consciente, sofreu escoriações na cabeça e foi levada pelo Corpo de Bombeiros ao hospital.

O atropelamento ocorreu a metros dos escombros do Edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou há 10 dias. No início da tarde desta quinta, os trabalhos dos bombeiros alcançaram o segundo subsolo do prédio. 

"Nós temos já cinco metros escavados em alguns pontos e a estimativa é que tenham seis metros de escavação profunda. Conseguimos visualizar indícios de ocupação humana, muitas roupas, fogões e geladeiras que estão totalmente contorcidos", explicou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos Bombeiros.

Segundo Palumbo, não houve qualquer tipo de  identificação de célula  de sobrevivência naquele local. "É muito difícil ter sobrevivente no local. Os restos mortais que encontramos estavam todos muito compactados", disse.

Desde o início dos trabalhos de busca, houve o desligamento de cinco pontos de energia. "Tem diversos pontos de energia clandestinos", afirmou o porta-voz. 

A previsão dos bombeiros é que os trabalhos de escavações continuem por três dias. No momento, há 25 bombeiros trabalhando na remoção dos escombros. Mais de duas mil toneladas de entulhos foram retiradas.

Ossadas

Os restos mortais encontrados pelo Corpo de Bombeiros na manhã de quarta-feira, 9, entre os escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou no centro de São Paulo, são compatíveis com três pessoas, sendo um adulto e duas crianças. A identificação dos ossos foi realizada pelo Núcleo de Antropologia do Instituto Médico Legal (IML).

+ Responsável por arrecadação em prédio que desabou nega cobrança de aluguel

+ O que se sabe sobre incêndio que derrubou prédio no centro de SP

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ainda não há definição de sexo ou estatura das vítimas. Os ossos encontrados, da coluna vertebral e da pelve, estão muito fragmentados em razão do impacto dos escombros sobre os corpos.

+ Dá vontade de cavar com a mão até achá-la, diz irmão de desaparecida em desabamento

+ MP recomenda que Prefeitura use até ordem judicial para vistoriar prédios

Durante a madrugada desta quinta-feira, 10, as buscas pelos desaparecidos chegaram a ser interrompidas por algumas horas em razão de um cabo energizado. Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes tiveram de "esperar ele ser desenergizado" para seguir com os trabalhos. A corporação informou que toda a operação já foi retomada.

Na véspera, um homem que estava na lista de desaparecidos entre os escombros do prédio no Largo do Paiçandu foi encontrado vivo em uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A Polícia Civil informou que uma tia de Arthur Hector de Paula prestou depoimento durante a tarde e confirmou que ele está em Minas Gerais. 

O Corpo de Bombeiros ainda busca oficialmente seis pessoas que estão desaparecidas entre os destroços do prédio que desabou após pegar fogo na madrugada do dia 1.º. São elas: Francisco Dantas, de 56 anos, Selma Almeida da Silva, 41 anos, e os filhos gêmeos de 10 anos Werder e Wendel; e o casal Eva Barbosa Lima, de 42 anos, e Walmir Souza Santos, de 47 anos.

Na sexta-feira, os bombeiros encontraram o primeiro corpo entre os escombros. A vítima foi identificada como Ricardo Oliveira Galvão, de 39 anos, que estava sendo resgatado pelos bombeiros no momento em que o prédio desabou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.