Homem é achado morto, com marcas de agressão, em prédio na Avenida Paulista

Companheiro da vítima, americano disse que os dois tinham perdido consciência após beberem; caso foi registrado como homicídio 

Mônica Reolom e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

22 de maio de 2015 | 00h29

Atualizado às 11h55

SÃO PAULO - O tradutor Aguinaldo Jesuíno, de 49 anos, foi encontrado morto pelo parceiro, um advogado norte-americano, de 54 anos, na tarde desta quinta-feira, 21, em um apartamento de um condomínio de alto padrão da Avenida Paulista, na região central de São Paulo. O casal estava junto há 20 anos.

Segundo o companheiro da vítima, os dois saíram no domingo, 17, para comemorar o aniversário da vítima. Ele alegou para a polícia que ambos tomaram uma bebida em um bar de Pinheiros, na zona oeste, e perderam a consciência em seguida.

O norte-americano acordou horas depois, já na madrugada de segunda-feira, 18, em um rua próxima, mas não encontrou o parceiro. Em depoimento, o advogado afirmou que voltou para casa.

Na madrugada de terça-feira, 19, o tradutor retornou ao apartamento e teria afirmado que, quando retomou a consciência, estava sendo agredido. O advogado contou que o parceiro chegou a ser atendido na Santa Casa de Misericórdia, na região central, e foi liberado. 

Entre a noite de terça e quarta-feira, 20, o tradutor teria reclamado de dores no corpo. O norte-americano disse ainda que foi dormir na sala por causa do ronco de Jesuíno. Ao acordar na quinta-feira, ele foi ao quarto e encontrou o parceiro morto. A polícia foi até o local e constatou hematomas e ferimentos no rosto do tradutor.

O caso foi registrado como homicídio simples no 78º Distrito Policial (Jardins). O norte-americano não fala português e, por isso, precisou da ajuda de um tradutor na delegacia.

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