Homem acusado de matar irmão e cunhada se entrega na Grande São Paulo

Polícia acredita que suspeito cometeu assassinatos após irmão pegar R$ 1.700 dele

Pedro da Rocha, estadão.com.br

28 de setembro de 2011 | 09h27

 SÃO PAULO - Por R$ 1.700, o segurança Welington da Penha Soares, de 28 anos, teria matado o irmão, Augusto da Penha Soares, de 20, e a cunhada, de 17 anos, que estava com a filha, de oito meses, nos braços. O crime aconteceu no último sábado na casa em que acusado e as vítimas moravam, na Rua Péricles Fernandes, na Vila Josefina, em Franco da Rocha, Grande São Paulo. Welington, que era procurado pela polícia, se entregou na terça-feira.

De acordo com o delegado titular de Franco da Rocha, Luís Roberto Faria Hellmeister, Welington contou que havia economizado cerca de R$ 2200 de seu salário e guardava o dinheiro dentro de casa. Um dia viu que faltavam R$ 1700, e perguntou ao irmão - que servia ao exército e esperava seguir carreira militar - se ele tinha pegado a quantia, ao que obteve resposta negativa.

"No dia do crime, Augusto chegou em casa com uma moto nova. O acusado questionou como ele conseguira o dinheiro. O dono do veículo teria, então, ofendido o irmão e o chamado de trouxa. Admitiu ainda que havia pego suas economias. Houve discussão e briga corporal, quando o rapaz matou o irmão a facadas", disse o delegado. Em seguida Welington foi até outro cômodo da casa, obrigou a cunhada a largar o filho e a apunhalou diversas vezes. O pai dos irmãos acordou com o barulho e presenciou os assassinatos. O acusado fugiu na moto e ficou foragido até terça-feira.

Quando se entregou e acabou detido, antes de prestar depoimento, Welington calculou que ficaria preso por alguns dias e manifestou aos policiais sua principal preocupação naquele momento. "Minha égua vai passar fome", teria dito aos agentes. Ele se referia ao equino que mantém no quintal de sua casa, e que ficaria abandonado enquanto durasse sua detenção.

O delegado pedirá a prisão temporária do acusado e o indiciará por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e sem possibilidade de defesa das vítimas.

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