'Hoje, não troco meu pior dia limpo'

Analista de negócios de uma multinacional, R., de 33 anos, divide seu passado com poucos. Ele prefere que só os íntimos saibam do período em que chegava a gastar R$ 300 diários em pedras. "Minha mulher ia trabalhar e eu ficava o dia inteiro usando drogas. Usava 24 horas", conta ele, há dois anos longe do crack.

O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2012 | 03h03

Antes de conseguir livrar-se da droga, passou por vários tratamentos, teve recaídas e até tentou o suicídio. Em uma chácara, enfrentou a abstinência com ajuda de vários medicamentos e assistência psiquiátrica. "Agora, levo uma vida normal. Não troco meu pior dia limpo pelo meu melhor dia no uso", conta.

Já o almoxarife Rafael Rodrigues, de 26, está sem fumar crack há dois anos e cinco meses. Nos piores momentos do vício, até a família chegou a virar-lhe as costas. "Como pegava coisas na casa da minha mãe para vender, fingiam que não ouviam quando eu batia na porta", conta. Foi a mulher dele, na época namorada, quem levou o rapaz para a clínica onde passou 18 dias. E saiu fortalecido de lá. /A.R.

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