Histórias de um hotel classudo

Na semana passada, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) autorizou a demolição do Hotel Ca"d"Oro, o primeiro cinco estrelas da cidade. Desativado desde dezembro de 2009, o classudo hotel inaugurado em 1953, símbolo de um glamour que não existe mais, é rico em histórias curiosas.

, O Estado de S.Paulo

14 Março 2011 | 00h00

Para se ter uma ideia de como o Ca"d"Oro prezava a elegância, até 1962 era proibida, em seu restaurante, a entrada de homens sem gravata. Havia até uma placa, oficializando a norma. Depois, a regra foi abrandada - era exigido apenas o paletó, embora dificilmente algum frequentador dispensasse a gravata. A administração mantinha paletós para emprestar aos desavisados.

Também não faltavam hóspedes ilustres. O pintor Di Cavalcanti chegou a morar ali durante meses. O poeta Vinicius de Moraes e o escritor americano Gore Vidal também eram figurinhas fáceis. Nos anos 80, quando se submeteu a tratamento médico em São Paulo, o então presidente João Batista Figueiredo chegou a despachar de uma suíte do hotel.

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