JF Diorio/Estadão
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Helicóptero que transportava Boechat era pilotado pelo proprietário e tinha documentação em dia

Depoimento de testemunha que disse ter visto pás inoperantes deve ser fundamental na perícia

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2019 | 17h18

A apuração das causas do acidente com o helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat e caiu nas proximidades da Via Anhanguera nesta segunda-feira, 11, matando o âncora da Rede Bandeirantes, não será rápida. “Aparentemente é um daqueles casos de múltiplas falhas”, disse ao Estado um especialista em manutenção de aeronaves de asas rotativas – o nome técnico dos helicópteros. Para ele, o depoimento de uma testemunha que teria visto as grandes pás superiores do Bell Jet Ranger inoperantes será fundamental na perícia.

O Jet Ranger II é considerado pelos operadores uma aeronave robusta e confiável. Desde o lançamento da primeira versão, em 1962, até o final da fabricação, em 2010, foram produzidas cerca de 7,3 mil unidades de todas as variantes – entre as quais vários modelos de uso militar. A Bell reconhece “empresas e governos usuários” em 36 países. Em configurações de quatro a sete passageiros e motorização opcional, tem autonomia de 693 km, pesa de 1,2 a 1,4 tonelada e voa a 271 km/hora. O valor médio de mercado é de US$ 1 milhão.

O PT-HPG, da transportadora RQ Serviços Aéreos Especializados, de São Paulo, era pilotado no momento da queda pelo proprietário da companhia, Ronaldo Quatrucci. Ele também morreu. O helicóptero estava com a documentação de controle operacional atualizada – o certificado de navegabilidade era válido até 2023 e o de inspeção anual por mais três meses.

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