Helicóptero cai, mata 4 e 3 estão desaparecidos

Entre eles, a namorada de um dos filhos de Sérgio Cabral e o piloto; governador teria seguido em viagem anterior

Eliana Lima e Priscila Trindade, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2011 | 00h00

As buscas a três passageiros desaparecidos na queda do helicóptero Esquilo prefixo PR-OMO, que caiu na noite de sexta-feira em Trancoso, no sul da Bahia, continuavam na noite de ontem com a ajuda da Marinha e da Aeronáutica. Entre os desaparecidos estava Mariana Noleto, namorada de Marco Antonio Cabral, um dos cinco filhos do governador do Rio, Sérgio Cabral.

O helicóptero saiu às 18h41 de sexta-feira do Aeroporto de Porto Seguro e caiu às 19h na Praia de Ponta de Itapororoca. Chovia e havia muita neblina quando o grupo voava para o condomínio de luxo Jacumã Ocean Resort - uma viagem curta, de cerca de 15 quilômetros.

As autoridades ainda não sabem as causas do acidente, mas especialistas acreditam que o piloto tentava chegar à areia para fugir do mau tempo. Ele não fez nenhum contato com o controle de tráfego aéreo local. O aparelho caiu a 500 metros da praia.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 2), com sede no Recife, Pernambuco, já iniciou as investigações para apurar as causas.

Ainda ontem foram identificados os corpos de quatro dos sete passageiros. Fernanda Kfuri, de 35 anos, que chegou a ser socorrida com vida ainda na noite de sexta-feira, mas morreu no hospital, Luca Kfuri de Magalhães Lins, de 3 anos, e Gabriel Kfuri, de 2, e a babá das crianças, Norma Batista, de 49.

Além de Mariana, estavam desaparecidos na noite de ontem Jordana Kfuri Cavendish e o empresário Marcelo Mattoso de Almeida, que pilotava o helicóptero no momento do acidente.

Almeida é sócio e presidente da incorporadora The First Class Group e um dos donos do Jacumã Ocean Resort, um resort de luxo na Fazenda Jacumã, perto da Praia do Espelho.

Lotação. O filho de Sérgio Cabral e o empreiteiro Fernando Cavendish iriam embarcar na viagem seguinte do helicóptero, porque a aeronave já estava lotada. Na anterior, teria embarcado o governador do Rio. A Assessoria de Imprensa do Palácio Guanabara, no entanto, não confirma que Cabral estivesse no grupo que passaria o fim de semana em Trancoso.

Fernando Cavendish é dono da Delta, empreiteira que faz obras vultosas no Rio, como o Tribunal de Justiça e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

Ontem, Cabral acompanhou as buscas junto com o filho. As buscas estavam concentradas nos arredores do Rio Trancoso. Ainda pela manhã, pescadores da região encontraram parte dos destroços da aeronave.

Os corpos resgatados foram liberados ontem pelo Instituto Médico-Legal de Porto Seguro. Os corpos de Gabriel, Luca e Fernanda seriam levados para o Rio. O da babá seguiria para Teolândia, no interior da Bahia.

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