HC é vistoriado e atendimento voltará ao normal só após o dia 2

Equipes do IPT e do Instituto de Criminalística vão avaliar as possíveis causa do incêndio e medidas de segurança

Camilla Rigi, de O Estado de S. Paulo,

26 de dezembro de 2007 | 16h25

Técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vão avaliar, na tarde desta quarta-feira, 26, as condições do prédio do Hospital das Clínicas, que foi atingido por um incêndio na noite de segunda-feira, 24, e na madrugada do Natal. De acordo com a direção do HC, os técnicos também devem apontar possíveis melhorias no local e as causas do incêndio. Pacientes passam a noite em filas e não são atendidos no HCIncêndio no HC deixa hoje até 4 mil pessoas sem atendimentoContru pedia reformas desde 2005 O que os pacientes devem fazer  Imagens do incêndio Veja vídeo do prédio após o incêndio    A previsão da direção do hospital é que o atendimento seja restabelecido a partir do dia 2 de janeiro, quando a situação deve voltar a se normalizar. De acordo com as informações oficiais da direção do HC, ainda não há um balanço sobre os equipamentos perdidos devido ao incêndio e sobre a quantidade de bolsas de sangue que foram perdidas. Nesta quarta, uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) também deve fazer uma nova perícia no local, para ajudar a descobrir as causas do incêndio que atingiu o Prédio dos Ambulatórios do HC, o maior complexo hospitalar da América Latina.  Mais segurança Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o diretor-executivo do HC, Massayuki Yamamoto, afirmou que a direção do hospital vai manter um "diálogo constante" com o Corpo de Bombeiros e com o Contru para estabelecer novas melhorias no prédio.  Segundo ele, os prédios do complexo eram "constantemente verificados pelos bombeiros" e já havia um plano de melhoria na segurança do local. Implementado aos poucos durante os últimos quatro anos, o plano estava em sua fase final, segundo Yamamoto.  O diretor-executivo do HC confirmou que uma licitação de reforma da subestação de energia (onde começou o incêndio) estava prevista. O edital foi adiado pois precisava de uma revisão e de reparos finais.  Falta de atendimento Para esta quarta-feira, estavam agendados 1.543 atendimentos, sendo 1.100 consultas. Segundo a direção do hospital, até o meio-dia, 200 consultas já haviam sido remarcadas. Yamamoto afirmou ainda que pacientes que precisavam de hemodiálise e quimioterapia foram encaminhados para o Hospital Dia - no Instituto Central - ou para o Instituto de Radiologia.  Dezessete cirurgias estavam marcadas para esta quarta. Nenhuma delas, no entanto, eram consideradas urgentes e foram adiadas. Os pacientes que precisavam de operações consideradas urgente foram atendidos nos institutos do Coração, de Ortopedia e de Psiquiatra.

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