'Havia de paquera a discussão política'

Em 1970, o Riviera era um bar lindo. Tinha de tudo. Havia um balcão grande e muitas mesas. Também havia um terracinho gostoso, que funcionava antes de abrir a passagem subterrânea que dava para o antigo Cine Belas Artes (fechado em 2011). O serviço era legal, com um garçom que gostava da gente. Era o Juvenal, ele até virou personagem do Angeli, nos quadrinhos da Rê Bordosa.

O Estado de S.Paulo

12 Março 2013 | 02h03

Mesmo que você não tivesse marcado com ninguém, se desse uma passada lá, encontrava conhecidos. Ainda tem lugar assim em São Paulo. Mas, naquela época, a cidade era menos tumultuada e povoada. Os lugares e os projetos também eram mais simples.

Vendíamos um fanzine de histórias em quadrinhos, o Balão, que todos os cartunistas que estavam começando participavam. Fazíamos 2 mil exemplares e vendíamos tudo. O dinheiro era usado para produzir a próxima edição.

Naquele tempo, não existia bar de azaração, termo que até surgiu depois, mas lá também era um lugar de paquera. As pessoas conversavam, se conheciam. E no meio disso tudo, havia muita discussão sobre política, arte e sociologia. Era um prazer estar lá.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.