'Havia acordo para não ter campeão', dizem presos

Homens detidos na confusão afirmam à polícia que 13 escolas fizeram um 'acordo de cavalheiros' para evitar anúncio do título

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2012 | 19h19

autalizado às 21h49 para correção de informações

Tiago Ciro Tadeu Faria, 29, e Cauê Santos Ferreira, 20, afirmaram à polícia que havia "um acordo de cavalheiros" para que nenhuma escola saísse campeã hoje. Os dois foram presos nesta terça-feira, 21, na confusão que interrompeu a apuração do título do carnaval de São Paulo. Eles prestaram depoimento ao delegado Oswaldo Nico Gonçalves, da Deatur (delegacia de turismo).

A troca de dois jurados, na quinta-feira, 16, um dia antes do início dos desfiles, motivou o combinado que envolveu 13 escolas --apenas a "campeã", que seria beneficiada pela troca, não participou do acordo, na versão dos presos, que não é a oficial. Eles não disseram qual seria essa escola. A Mocidade Alegre estava na frente, muito próxima do título, quando a leitura dos votos foi interrompida.

Pouco antes da confusão tomar todo o sambódromo, com a invasão do palco e o roubo dos votos, Darly Silva, o Neguitão, presidente da Vai-Vai, começou a incitar membros da própria escola, da Casa Verde, da Gaviões e da Camisa Verde e Branca: "Tá tudo vendidinho, tá tudo vendidinho", gritava, em alusão aos jurados.

Na sexta-feira, pouco antes do início da apresentação da escola que preside, Silva já havia levantado suspeita sobre a substituição:  "Houve uma troca de jurados na calada da noite, mas já que a Liga (das Escolas de Samba de São Paulo) resolveu, nós vamos para o pau", disse.

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