Hamburgo se prepara para subida do nível dos oceanos

Zonas portuárias raramente escapam da degradação urbana. Em compensação, quando passam por reformas bem sucedidas, tornam-se exemplo para o mundo. Foi assim com Puerto Madero, hoje um centro de lazer em Buenos Aires, e Barcelona, que transformou a área do antigo porto (Port Vell) em atração turística.

, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

A alemã Hamburgo quer entrar nessa lista de bons exemplos com uma série de transformações em parte do antigo distrito portuário da cidade, um projeto chamado HafenCity. Mais que uma reforma urbana, com criação de áreas de lazer e novos edifícios, o plano foi todo elaborado prevendo os riscos de aumento do nível do mar por causa do aquecimento global - Hamburgo fica às margens do Rio Elba, a 110 km do Mar do Norte.

A inovação foi criar diferentes níveis de uso do solo. Só as docas ficam na mesma altitude da lâmina d"água. As ruas estão a 8 metros do nível do mar e, antes das vias públicas, foi construído um passeio com ciclovia a cerca de 5 metros da água. Há até um projeto de praça em cima de um prédio, a 37 metros do mar. Um certo exagero, mas não deixa de ser um exemplo de planejamento.

CORRIDA AÉREA

Um arranha-céu... no Camboja?

Para muita gente, Camboja é um vizinho do Vietnã que também sofreu as consequências do conflito no Sudeste asiático, nos anos 60 e 70. O país ainda é um dos mais pobres do mundo e sua capital, Phnom Penh, é uma cidade cheia de favelas que acabou de inaugurar seu primeiro arranha-céu, de 115 metros. Ainda assim, o governo anunciou planos de construir um prédio quase cinco vezes mais alto. O futuro arranha-céu chegaria a 555 metros e entraria na lista dos cinco mais altos do mundo. Hoje, o líder desse ranking fica em Dubai: o Burj Khalifa e seus impressionantes 828 metros.

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