Haddad verá de Paris protesto contra tarifa

Vice-prefeita deixou de viajar para acompanhar ato do Movimento Passe Livre, hoje, na Paulista

Bruno Ribeiro / São Paulo, Lúcia Müzell / Paris, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2013 | 02h02

O Movimento Passe Livre deve fazer hoje, a partir das 17h, o terceiro protesto contra o reajuste das tarifas de ônibus, trem e metrô na cidade. Na quinta e na sexta-feira, as manifestações terminaram em confronto entre os participantes e a Polícia Militar. Hoje, o prefeito Fernando Haddad (PT) não estará na capital paulista para acompanhar os protestos. Mas promete seguir em tempo real as manifestações.

O prefeito está em Paris, na França, para defender a candidatura de São Paulo à Expo Mundial 2020. "Temos uma sala de situação montada, onde vou acompanhar os eventos em tempo real, e a vice-prefeita permanece em São Paulo com essa mesma finalidade, de termos agilidade, caso haja necessidade de uma tomada de decisão", disse o prefeito ontem.

Na semana passada, a polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dissipar os manifestantes. "A Polícia Militar está acionada, a Guarda Civil também", avisou.

A situação fez a vice-prefeita, Nádia Campeão, desistir de ir à França. Haddad afirmou que manteve a viagem a Paris porque a sua ausência "seria um grande prejuízo" à candidatura de São Paulo para o evento, a exposição multicultural da qual participam 166 países, a intervalos de em média três anos. Na quarta-feira, está marcada a apresentação final das cinco cidades concorrentes - além de São Paulo, Dubai (Emirados Árabes), Izmir (Turquia), Ayutthaya (Tailândia) e Ecaterimburgo (Rússia) -, diante do Bureau International des Expositions, a entidade que coordena a escolha.

Protesto. Em sua página no Facebook, o Movimento Passe Livre marcou a concentração para a marcha de hoje na Praça do Ciclista, no fim da Avenida Paulista, quase na Rua da Consolação. O roteiro de hoje, entretanto, não foi divulgado - além de bloquear a própria Paulista, em um protesto que terminou com estações de metrô depredadas, o grupo parou a Marginal do Pinheiros por quase meia hora na sexta-feira. Nas duas manifestações, o trajeto a ser seguido pelos manifestantes foi feito na hora e divulgado pelo celular, para evitar bloqueios da PM.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.