Haddad vai privatizar Feira da Madrugada

A Prefeitura de São Paulo abriu licitação para conceder a gestão da Feira da Madrugada, no centro, à iniciativa privada. Edital publicado sábado no Diário Oficial da Cidade estima em R$ 1,5 bilhão o valor do negócio ao longo de 35 anos, período da concessão. O vencedor assumirá a revitalização e a gestão do circuito de compras mais popular da capital, envolvido em uma série de problemas, que vão de cobrança irregular de condomínio a venda ilegal de boxes.

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2014 | 02h04

Como exigido pela União, que é dona do terreno cedido à Prefeitura, o concessionário terá de construir um shopping em substituição aos atuais boxes, além de edifício comercial, hotel e estacionamento para carros e ônibus. Só empresas brasileiras poderão participar. O lance mínimo da outorga será de R$ 20 milhões e o investimento, de R$ 280 milhões.

Segundo o secretário municipal do Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, o projeto vai colocar um "ponto final" nas irregularidades da feira. "Quando o shopping estiver pronto, daqui a dois ou três anos, esse circuito de compras vai virar um cartão-postal."

De acordo com o modelo do negócio proposto pela Prefeitura, 5% do faturamento anual do futuro concessionário será pago à Prefeitura e à União. Durante as obras, caberá a ele garantir a continuidade do trabalho dos comerciantes. No ano passado, a gestão Fernando Haddad (PT) investiu mais de R$ 20 milhões em melhorias na estrutura, que agora será destruída.

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