Haddad rebate críticas à ampliação do rodízio de veículos em São Paulo

'Não estamos apostando nessa medida para a solução do trânsito', disse o prefeito

O Estado de S. Paulo

10 de janeiro de 2014 | 16h49

SÃO PAULO - Em visita a Itaquera, na zona leste de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) rebateu críticas à ampliação do rodízio para mais 371 quilômetros de vias da capital. A medida, que deve começar a valer em abril, foi anunciada na quinta-feira, 9 pelo secretário dos Transportes, Jilmar Tatto.

"Não estamos apostando nessa medida para a solução do trânsito. Fizemos 300 km de faixas exclusivas, nunca foi feito isso na cidade, lançamos o bilhete único mensal no prazo que foi combinado com a sociedade. Por que estão dizendo que estou apostando em uma medida paliativa se estou fazendo muito mais?", argumentou Haddad, que esteve em Itaquera para assinatura de um decreto sobre incentivos fiscais.

O prefeito também disse que o lançamento do bilhete único e a criação das faixas exclusivas de ônibus são medidas estruturais. "Existe resistência de uma camada da sociedade contra as faixas exclusivas. Tem gente que quer que o morador de Parelheiros ou de Itaquera continue levando duas horas e meia para chegar ao trabalho", acrescentou.

Moradia

Questionado, o prefeito também se posicionou sobre a situação de moradores da ocupação conhecida como Nova Palestina, na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. Um protesto organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto na manhã desta sexta-feira, 10, bloqueou os dois sentidos da Marginal do Pinheiros, na altura da Ponte do Socorro.

"O grupo está sendo recebido há algumas semanas pelos secretários municipais. Não se pode abrir uma negociação e travar uma avenida que só prejudica o trabalhador da zona sul, impedindo-o de chegar no horário no seu posto de trabalho", disse. De acordo com o prefeito a situação de moradia nessa região é "inteiramente nova". Sobre a construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população, o prefeito informou que existem "milhares de famílias na fila, cadastradas, aguardando suas unidades".

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