Haddad quer prédios mais altos do Minha Casa Minha Vida em SP

"A preocupação é legítima, mas nós nos comprometemos a assumir pelo menos cinco anos de manutenção (do elevador) e, com isso, viabilizar os empreendimentos", afirmou o prefeito de São Paulo

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2014 | 19h13

BRASÍLIA - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), discutiu nesta quinta-feira, 10, com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, uma mudança no perfil de empreendimentos da capital paulista incluídos no programa Minha Casa Minha Vida. Por causa da disponibilidade de novos terrenos, Haddad sugeriu que sejam construídos prédios mais altos - em contrapartida, a Prefeitura bancaria a manutenção dos elevadores por cinco anos.

"Vai ser lançado o Minha Casa Minha Vida 3. São Paulo tem propostas que inclui uma mudança de perfil dos empreendimentos, porque precisamos de empreendimentos de tipo diferente da maioria das cidades. São Paulo tem pouca terra", afirmou Haddad a jornalistas, ao deixar o Palácio do Planalto.

"Viemos sugerir que a Prefeitura pague a manutenção dos elevadores por pelo menos cinco anos, o que permitiria a liberação de empreendimentos que hoje dependem dessa decisão para serem viabilizados. Para nós, é muito mais fácil comprar um elevador com manutenção garantida do que um terreno."

De acordo com o prefeito, apesar de o Palácio do Planalto ter preocupação com o custo desses empreendimentos, Mercadante se comprometeu a fazer uma discussão técnica com o Ministério das Cidades e submetê-la ao aval da presidente Dilma Rousseff.

PAC. Outro tema a ser discutido na reunião com o Mercadante foi a liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a cidade de São Paulo e a inclusão de novas obras. "Viemos pleitear mais recursos para mobilidade, para concluir o processo licitatório dos corredores (de ônibus)", disse o prefeito.

"Dos nossos 150 km de corredores, uma parte era do Orçamento-Geral da União (OGU) e a outra parte, programa de ajuste fiscal. Nós pedimos para incluir mais obras no OGU, mesmo que seja para o ano que vem. Para nós é mais importante garantir OGU para os próximos anos do que tentar viabilizar o programa de ajuste fiscal agora, que exige uma série de providências paras quais nós não estaríamos preparados, até porque teria que ter votado já a lei da dívida (renegociação da dívida de Estados e municípios) e isso não foi feito", comentou.

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