Leonardo Soares/Estadão
Leonardo Soares/Estadão

Haddad quer pancadões dentro de clubes municipais

Prefeito disse que CDCs estão abertos para receber jovens que ouvem funk com o som alto

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2014 | 10h55

SÃO PAULO - A fim de evitar transtornos para a vizinhança, a Prefeitura de São Paulo quer que os jovens que ouvem funk em seus carros nas ruas e calçadas da periferia de São Paulo passem a ocupar os chamados Clubes da Comunidade (CDCs). O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira, 20, que o uso desses espaços está liberado para os pancadões.

"Já são 12 CDCs que já estão abrindo 24 horas e a recomendação que eu fiz ao Simão Pedro, secretário de Serviços, é para tratar o CDC como se fosse uma praça pública, não com iluminação privada, com iluminação pública, que acende automaticamente com o cair do sol", declarou o petista durante visita ao Mercadão, no centro. "Ali, se tiver gestão, as pessoas vão poder chegar com o seu som, vão poder fazer a sua ocupação numa área distante da residência dos trabalhadores que precisam descansar um pouco para retomar suas atividades no dia seguinte."

No início do mês, Haddad vetou um projeto de lei que proibia a realização de bailes funks em diversos locais da cidade. A proposta havia sido aprovada na Câmara Municipal de São Paulo em dezembro. Segundo relatou o prefeito, seu receio era que, com a aprovação da medida, o estilo musical fosse criminalizado.

Dias antes, o prefeito havia regulamentado uma lei que multa em R$ 1 mil (R$ 4 mil, em caso de reincidência, além de apreensão do veículo) quem decidir manter o som do carro alto na calçada ou na rua. Essa restrição, diferentemente do projeto da Câmara, não discrimina o tipo de estilo musical proibido, e vale para qualquer som alto que esteja atrapalhando a vizinhança, inclusive os pancadões.

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