Haddad quer dobrar taxa de investimento em SP

Patamar atual é de R$ 3 bilhões por ano, metade do empregado pela cidade do Rio de Janeiro

Tania Monteiro, Agência Estado

18 de abril de 2013 | 13h37

BRASÍLIA - Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff por mais de duas horas no Palácio do Planalto, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que é preciso dobrar a taxa de investimento da cidade de São Paulo, hoje em R$ 3 bilhões por ano. "Precisamos chegar a pelo menos R$ 6 bilhões por ano, que é o valor da taxa de investimento da cidade do Rio de Janeiro", recomendou.

Segundo o prefeito, o objetivo principal do encontro com Dilma foi apresentar o Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2013 a 2016, com investimentos da ordem R$ 22,9 bilhões. Na próxima semana, segundo o prefeito, haverá um detalhamento do plano para os anos de 2013 e 2014, com foco em habitação, saneamento, educação, saúde e transporte. A Prefeitura de São Paulo quer alinhar o plano local com os financiamentos previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos próximos anos na cidade.

Haddad aproveitou para criticar indiretamente seus antecessores. "Até agora os investimentos dos recursos do PAC foram muito baixos. Há uma defasagem de investimentos desses recursos que vamos tentar recuperar agora", disse. Haddad estima que pelo menos a metade do total dos investimentos seja aplicada nesses primeiros dois anos. Ele disse que o município tem projetos em carteira no total de R$ 31 bilhões.

Indagado se sabia por que os investimentos do PAC não foram feitos anteriormente, ele respondeu: "Não sei porque não foi executado. Só que o investimento do PAC não tem sido expressivo, e estamos olhando para frente".

Ao responder a uma pergunta se ele e a presidente estariam pensando em reeleições ao integrar essas ações, Haddad explicou que, embora o plano de metas da cidade seja até 2016, o horizonte de trabalho é de dez anos. "Questões de Estado não podem ser tratadas para dois anos, tem de ser de dez anos, de longo prazo", disse.

Dívida. Haddad também defendeu a troca do indexador da dívida da prefeitura da cidade com a União. "A diferença entre a solvência e insolvência é a troca do indexador. Com esse indexador, São Paulo é insolvente", disse Haddad.

A troca desse indexador está em discussão no Congresso. O projeto que o governo federal enviou à Câmara prevê que o indexador seja IPCA mais 4% ou a Selic, prevalecendo a que for menor na ocasião do pagamento. Hoje a dívida é corrigida pelo IGP-DI mais 9%.

Segundo o prefeito, essa alteração permitiria que a dívida do município fosse paga integralmente até 2030 e abriria também um espaço para um endividamento da prefeitura da ordem de R$ 10 bilhões.

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