Haddad quer dobrar tamanho de áreas verdes e parques

Oposição afirma que medida custará R$ 2 bilhões e que Prefeitura não explica como viabilizará proposta; segundo Nabil Bonduki (PT), locais serão criados em mais de dez anos

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2014 | 20h39

SÃO PAULO - A proposta da gestão Fernando Haddad (PT) é dobrar o tamanho de áreas verdes e parques abertos à população. Segundo o novo Plano Diretor, aprovado nesta quarta-feira, 30, em primeira votação, serão 154 novos parques. Se eles forem de fato criados, a área de parques na cidade passará de 42 para 82 quilômetros quadrados em 16 anos.

Para isso, o Município terá de desembolsar cerca de R$ 2 bilhões para adquirir áreas, como os terrenos da Chácara do Jockey, na zona sul, e do Parque Augusta, centro, segundo estimativa do vereador Police Neto, líder do PSD. "O governo não explica no texto como vai fazer para desapropriar essas áreas, não coloca os custos. A Prefeitura não mostra com clareza como será viabilizada essa proposta, que é muito boa para a cidade."

O vereador Nabil Bonduki (PT) rebateu as críticas e disse que muitos desses terrenos já têm decreto de utilidade pública feito pela gestão anterior, de Gilberto Kassab (PSD). "Essas áreas verdes serão feitas em mais de dez anos", argumentou o petista. A intenção do governo é desapropriar terrenos particulares vazios e transformá-los em pockets parks, praças de lazer no meio de bairros, comuns nos EUA e em países da Europa.

No extremo sul, o governo também tomou no Plano Diretor a inédita medida no País de transformar uma área da cidade considerada zona urbana em zona rural - é uma forma de permitir que agricultores do distrito de Engenheiro Marsilac possam captar incentivos em programas do governo federal. Outro objetivo com a mudança é permitir a construção de hotéis e centros de convenção na região de Parelheiros.

O Plano Diretor ainda cria uma nova faixa de incentivos para quem quer financiamento de moradia popular, para famílias que ganham de 6 a 12 salários mínimos, e não só para quem ganha de 0 a 6 salários, como é hoje.

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