Haddad quer criar companhia pública de ônibus

Prefeito afirma que empresa serviria para substituir empresas em paralisações e poderia atuar em áreas deficitárias; ele também quer descredenciar duas viações que tiveram serviços paralisados

Artur Rodrigues

04 Setembro 2013 | 12h26

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que estuda a criação de uma companhia estatal de ônibus. O objetivo seria que a empresa pública atuasse em casos de emergência e em áreas deficitárias. 

Ele afirma que a empresa serviria para dar mais segurança ao sistema de transporte. "Não uma companhia que absorvesse todo o sistema, como a antiga CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), mas em uma companhia que em casos como esse (de paralisação) tenha condições de operar o sistema sem prejuízo para a população", afirma. Segundo ele, o fato de não haver uma frota própria atrapalha a Prefeitura. Ele definiu a empresa como um Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) "melhorado". 

Haddad diz que a companhia poderia operar definitivamente em determinadas áreas da cidade. "Isso pode vir a acontecer em uma área específica, até para haver uma comparabilidade com o setor privado. Nós estabeleceríamos marcos de eficiência do setor privado e setor público, no sentido de dar mais transparência para o sistema.", diz. 

 Segundo ele, o Município tem um ano de prazo para tomar as decisões relativas à empresa, após o fim do estudo realizado. 

Haddad também afirmou que pretende descredenciar as duas empresas de ônibus cujos funcionários entraram em greve na manhã desta quarta-feira, prejudicando 200 mil pessoas. Segundo ele, as viações Itaquera Brasil, na zona leste, e Oak Tree, na zona oeste, não têm honrado com as obrigações trabalhistas. Haddad afirma que as empresas estão recebendo repasses "religiosamente" de acordo com o contrato assinado pela Prefeitura.

"Se o empresário não tem condições de prestar o serviço, ele tem que abrir mão do contrato", diz Haddad. Ele quer fazer um contrato de emergência para substituir as empresas. "É um distrato, o que nós vamos propor", afirma. O prefeito afirma achar difícil que as empresas consigam dar garantias de que podem fazer o serviço, já que vêm desrespeitando acordos reincidentemente. 

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