Haddad quer colocar vagas vivas com área de convívio no lugar de Zona Azul

Ideia é instalar deques na extensão de calçadas que retiram espaço de estacionamento

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2014 | 02h03

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou ontem que deve publicar na próxima semana uma chamada pública convocando empresas interessadas em instalar deques para estender a calçada de ruas da cidade. A medida pode acabar com vagas de Zona Azul, mas, segundo o prefeito, não diminuirá as faixas de rolamento. O plano é criar as chamadas "vagas vivas" em toda a cidade, sempre em vias com velocidade máxima de até 40 km/h e onde não há trânsito intenso.

"É para as pessoas se sentarem e, eventualmente, abrir espaço para o comércio local, na cidade inteira, com mesas e bancos", disse Haddad, que citou como exemplo a Rua Padre João Manoel, perto da esquina com a Avenida Paulista, onde já há alguns anos é feita intervenção, na semana do Dia Mundial Sem Carro, com a colocação de uma "vaga viva".

De acordo com Haddad, a Vila Madalena, na zona oeste, também poderá ser alvo do projeto, que deve sair do papel antes da Copa do Mundo. A Prefeitura analisará cada caso isoladamente, para evitar que os equipamentos possam prejudicar o trânsito. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano serão as responsáveis por avaliar os pontos escolhidos para a instalação dos deques, feitos geralmente de madeira.

Processo. O prefeito disse que comerciantes poderão solicitar a "vaga viva" para a frente de seu estabelecimento, por exemplo. "A pessoa submete um projeto, que vai ser analisado pela conveniência da administração. Tem de ser bom para a cidade." O local e o número de pessoas que circulam serão levados em consideração para se verificar se é necessário construir as "vagas vivas", que seriam um "respiro" urbano. "Vai ser um sucesso na cidade, porque há muita carência de espaço público."

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