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Haddad prorroga prazo para que táxis ofereçam pagamento com cartão

Prefeitura havia determinado que motoristas seriam obrigados a dispor de serviço eletrônico até este sábado, mas adiou para março

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2015 | 10h58

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo estendeu para março o prazo para a obrigatoriedade dos taxistas da cidade em oferecer formas de pagamento eletrônico aos passageiros. A medida foi anunciada há um mês, em um pacote com outras exigências para os taxistas, e estabelecia que os motoristas de táxi teriam até este sábado, 19, para se adaptar e oferecer o pagamento com cartão. 

De acordo com portaria publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 18, o prazo foi extendido para o dia 4 de março porque o Departamento de Transportes Públicos teria considerado que o "mercado não tem conseguido atender a alta demanda dos taxistas que buscaram instalação de equipamentos para disponibilizar meios de pagamentos eletrônicos aos passageiros no tempo (anterior) estipulado". 

Nos últimos meses, o prefeito Fernando Haddad (PT) declarou que seriam adotadas medidas para modernizar o serviço de táxi na capital. Haddad criou uma comissão para avaliar inovações tecnológicas que poderiam ser incorporadas aos veículos. Na mesma portaria que exige o fornecimento de pagamento eletrônico, a prefeitura também determinou que os táxis deverão ser equipados com instalação de carregador de energia elétrica para aparelhos eletrônicos como celular, tablets e notebook como “forma de cortesia”.

À época da publicação da portaria, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Natalício Bezerra, elogiou as medidas adotadas pela Prefeitura e defendeu que os taxistas não podem ignorar a “modernidade”. Sobre a exigência de pagamento eletrônico, Bezerra afirmou que é positivo para os profissionais da categoria. “O motorista vai continuar faturando e ele precisa entender que a modernidade chegou. Se ela chegou, temos que acompanhar, senão vamos ficar para trás e isso vai dar espaço para serviços como a Uber”, disse. 

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