JF Diorio/Estadão
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Haddad pede a Dilma reinvestimento de R$ 400 mi para obras

Prefeito viajou na segunda a Brasília e se encontrou com Dilma Rousseff e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante

Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 13h34

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) requisitou nesta segunda-feira, 10, em encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT) que reinvista cerca de R$ 400 milhões em novas licitações para obras em São Paulo. Segundo Haddad, o dinheiro é oriundo de uma economia da Prefeitura em obras com contrapartida de Brasília.

"Pedimos à presidente que reinvista esse valor em novas obras para a capital. Conseguimos economizar um total de 18% em licitação de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e nada mais justo que esse dinheiro volte para São Paulo", afirmou o prefeito.

Na reunião, Dilma sinalizou positivamente para a demanda, mas pediu que o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, analise a possibilidade. Ainda não há um prazo para uma resposta sobre o assunto.
Nesta segunda-feira, o Estado divulgou que, nos dois primeiros anos da gestão petista na capital, Haddad recebeu apenas R$ 418 milhões dos R$ 8,1 bilhões prometidos em recursos do PAC. Segundo a Prefeitura, R$ 4,3 bilhões já estão empenhados em novos projetos. Como as verbas são liberadas após o término das obras, o valor executado ainda é baixo.

Durante a entrega de obras viárias no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, Haddad também comentou sobre os investimentos no programa de mananciais para despoluir a Billings e a Represa Guarapiranga. A atual gestão deixou de investir R$ 1,6 bilhão. Foram gastos apenas R$ 313 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão. 

O entrave, segundo Haddad, acontece porque contratos firmados na gestão Kassab (PSD) estão mais caros do que o teto da Caixa Econômica Federal. "As empresas apresentaram projetos acima da base Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil)", explicou Haddad. "Por regra, não vamos aprovar projetos mais caros do que o teto. Até as concorrentes não refazerem os orçamentos não podemos tocar as obras."

Corrupção. O prefeito também confirmou que a Controladoria Geral do Município (CGM) vai recrutar policiais militares para atuarem como agentes de campo na investigação de casos de corrupção dentro da Prefeitura. Segundo Haddad, a ideia surgiu pelo atual controlador, Roberto Porto, na época em que era secretário de Segurança Urbana. 

O grupo de policiais tem experiência no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), criado pela Procuradoria Geral de Justiça. "O nosso objetivo é que eles trabalhem no combate de pequenos casos de corrupção dentro da Prefeitura. Tenham uma ação independente e que perdure seja qual for o governo da cidade", afirmou Haddad.

Ao todo, dez policiais vão atuar no núcleo da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que vão focar principalmente em extorsões praticadas por servidores, como as cometidas contra camelôs e comerciantes. 

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