Haddad pagou o aluguel do local usado para espionar a quadrilha

Para possibilitar que fosse feita uma escuta no escritório onde a quadrilha chefiada por Ronilson Bezerra Rodrigues se reunia, o prefeito Fernando Haddad pagou do próprio bolso o aluguel de uma sala ao lado.

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2013 | 02h04

O pagamento foi feito por ele e pelo controlador Mário Spinelli para que o gasto não saísse no Diário Oficial da Cidade, alertando os suspeitos. Haddad diz ter pago dois aluguéis no valor de R$ 500 e Spinelli afirmou que pagou uma das parcelas de R$ 3,7 mil do seguro-fiança.

"É outra coisa que pago com alegria", disse o prefeito, que já havia afirmado pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com satisfação.

O local, apelidado como "ninho" pelos integrantes da quadrilha, fica no centro. O endereço teria sido alugado por Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM), e emprestado a Rodrigues. Em nota, o secretário afirmou que não tem relações comerciais com o irmão e desconhece os auditores.

Garcia é ex-aliado político do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Em uma das escutas, um dos suspeitos teria falado que estava em um "escritório que era do Kassab". Kassab afirmou "que não tem relação nenhuma com o imóvel em questão, cujo responsável já assumiu publicamente que o emprestou para o servidor".

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