Haddad ordena retirada de moradores de áreas de risco em SP

PM será acionada para famíla que se recusar a sair; imóveis ameaçados serão interditados

Adriana Ferraz e Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

10 Janeiro 2013 | 11h48

SÃO PAULO - Em ordem interna emitida nesta quinta-feira, 10, aos seus 27 secretários e 31 subprefeitos, o prefeito Fernando Haddad (PT) determinou a remoção de moradores em áreas de risco de São Paulo. As interdições devem ser feitas logo após avaliação de geólogo, engenheiro do governo ou determinação judicial. Caso os moradores não concordem com a interdição, a Polícia Militar ou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) devem ser acionadas, segundo determinou o prefeito.

As famílias retiradas de suas moradias devem ser encaminhadas para abrigos da Prefeitura ou receber bolsa-aluguel de até R$ 500 mensais. Também existe a possibilidade de serem levadas para unidades vazias da Cohab. São 93 áreas de alto risco na capital, mapeadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2011, e que devem ser focos do "mutirão" determinado por Haddad. 

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, se reuniu nos últimos dias com técnicos do IPT para avaliar quais são as habitações em encostas e beiras de córregos que precisam ser imediatamente removidas. O combate às enchentes tem dominado as primeiras ações da nova gestão petista na Prefeitura.

O uso da PM ou da GCM nas remoções deve ser feito quando moradores em áreas de alto risco se recusarem a cumprir determinação judicial para interdição de suas moradias.

Um dia após tomar posse, Haddad anunciou um plano emergencial antienchente com 16 medidas, entre elas a contratação de um monitoramento diário das áreas de risco da cidade. A limpeza de bocas de lobo também passará por alteração. A ordem é fazer o serviço a cada 15 dias, e não a cada três meses, como determinado pela gestão anterior.

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