Haddad nega estudo para novo esquema de rodízio em São Paulo

Informação havia sido dada pelo secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, em entrevista à Rádio Estadão

Carla Araújo e Valmar Hupsel, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 20h26

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou nesta quinta-feira, 26, que haja algum estudo para que a cidade passe a ter um rodízio integral. A afirmação havia sido feita pelo secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, horas antes, em entrevista à Rádio Estadão.

Apesar de alegar que não havia nenhuma definição ainda, o secretário havia dito que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estuda, entre outras possibilidades, ampliar o rodízio para o dia todo, a exemplo do que ocorreu nesta quinta e no último dia 23. Por causa dos jogos da Copa do Mundo na capital paulista, a restrição foi das 7h às 20h e não em períodos alternados de manhã e à tarde. 

“Não tenho essa pretensão. Tomamos essa medida depois que a Câmara recusou a possibilidade de feriado”, afirmou o prefeito. “Nosso foco hoje é Copa.”

Questionado se os efeitos no trânsito da cidades nesses dias poderia servir como um “teste”, Haddad afirmou que não recebeu nenhuma notificação da Companhia de Engenharia de Tráfego sobre o assunto. “Claro que há estudiosos na CET, mas ainda não temos nenhuma sinalização e acho até que seria prematuro ter”, afirmou.

O secretário Jilmar Tatto também afirmou de manhã que a Prefeitura pode aumentar para quatro o número de placas restritas a cada dia da proibição. Ele disse que há várias alternativas sendo estudadas. “Uma, por exemplo, é aquela de estender o rodízio além do centro expandido, nas vias principais, o que já foi debatido na cidade. A outra é estender, não só duas placas por dia, no centro expandido, mas mais duas, quatro placas por dia.”

Tatto, no entanto, esclareceu que não há prazo para que alguma dessas medidas saia das pranchetas de estudos da CET. Ele disse, porém, que os dias de jogos da Copa do Mundo na cidade tem servido de “laboratório”. “É evidente que isso serve para nós como estudos, como análises, e não neste momento nenhuma decisão de estender de forma definitiva o rodízio o dia todo.”

O dirigente disse que “do ponto de vista conceitual”, a ampliação do rodízio é “uma tendência, é natural”. “Como você resolve essa equação de ter o mesmo viário e aumento todos os dias de carros na cidade?” 

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