MTST/Divulgação
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Haddad nega acordo com MTST para fim de protestos em São Paulo

Prefeito da capital paulista disse que o encontro dos líderes do movimento com a presidente Dilma foi positivo para tratar da expansão do Minha Casa, Minha Vida

Almir Leite e Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2014 | 18h01

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou nesta quinta-feira, 8, após encontro dos representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) com a presidente Dilma, que tenha feito um acordo para o fim dos protestos. "Nós não fazemos esse tipo de acordo. O que queremos é que, pacificamente, as pessoas possam apresentar suas reivindicações, o que é normal em uma democracia", afirmou. "O que nós queremos é que não haja incidentes porque não há necessidade disso quando há diálogo. E nós estamos tendo diálogo", reforçou.

O encontro, que não estava previsto na agenda da presidente Dilma, aconteceu após uma onda de manifestações nesta manhã, 8, em São Paulo. Depois de conseguirem marcar a reunião, os movimentos suspenderam os protestos.

Haddad disse que o encontro com do MTST com a presidente Dilma foi positivo. "Foi boa (a reunião). Eles apresentaram a pauta de reivindicações, mas aqui hoje é o dia de visitar a Arena", disse, após fazer uma vistoria no estádio na companhia de Dilma e outras autoridades.

Segundo Haddad, a conversa com o movimento não tratou a questão do terreno invadido ao lado da Arena. "A agenda deles com a presidenta não versou sobre o terreno, versou sobre o Minha Casa Minha Vida em geral. Estamos trabalhando para viabilizar o Minha Casa Minha Vida em São Paulo", afirmou.

Sem dar mais detalhes, o prefeito afirmou que o grupo apresentou uma reivindicação a mais. "Havia uma suspeita de que se tratava de um contribuinte devedor, isso foi afastado. Não há débitos inscritos do terreno", disse. "Nós estamos em diálogo com o movimento e também com os proprietários que têm os seus direitos."

Abertura. Haddad disse ainda que o Corinthians e a Odebrecht fizeram um grande papel no estádio e que a Prefeitura e o clube estão cumprindo todas as suas obrigações. "Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertura", afirmou, referindo-se à primeira partida da Copa, no dia 12 de junho.

Segundo Haddad, a presidente Dilma gostou muito do entorno no estádio. "Ela classificou como um dos maiores legados da Copa", disse.

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