Haddad lança edital para reduzir fila por cirurgia não emergencial

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) publicou ontem um edital para contratação de cirurgias não emergenciais na rede privada de saúde de São Paulo. A proposta, avaliada em R$ 12 milhões, visa a credenciar hospitais particulares, geridos por convênios ou por organizações sociais que tenham disponibilidade para atender à demanda reprimida no sistema municipal. Dados de dezembro de 2012 mostram que há pelo menos 60 mil pacientes na fila de espera.

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2013 | 02h06

A lista inclui todo tipo de cirurgia, desde reparadora até ginecológica, ocular e do aparelho digestório. Segundo estimativa da Secretaria Municipal da Saúde, a demora por um desses procedimentos passa de três anos, em média. Com o chamamento público, a meta da pasta é atender cerca de 40 mil pessoas no prazo de um ano - o dobro do ano passado.

Hoje, apenas três hospitais estão credenciados para atender pacientes da rede pública: Santo Amaro, Bandeirantes e Monumento. A secretaria espera ampliar o número com a oferta de todos os procedimentos em espera e com o pagamento de um adicional de 50% sobre a tabela praticada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo com o extra, os candidatos ao convênio terão de aceitar receber cerca de 40% menos do valor pago pela mesma cirurgia na rede particular.

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