Werther Santana?Estadão
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Haddad espera protesto 'o mais tranquilo possível'

Ato marcado pelo MPL e que vai ter a participação do MTST deve fechar a Radial Leste no horário de pico na tarde desta terça-feira

Gonçalo Junior , O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2015 | 14h22

 SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) espera que o protesto contra o aumento da tarifa, marcado para as 17h desta terça-feira pelo Movimento Passe Livre (MPL), com o apoio e participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e que promete parar a Radial Leste, no horário de pico, "seja o mais tranquilo possível". 

Na última sexta-feira, 16, no segundo ato contra a tarifa a R$ 3,50, houve confronto entre policiais militares e adeptos da tática Black Bloc. Manifestantes dispararam rojões contra policiais, que revidaram com uma forte sequência de bombas de efeitos moral e de gás lacrimogênio.

A afirmação do prefeito foi feita na manhã desta terça-feira, na sede da Prefeitura, após Haddad ter apresentado a iniciativa da de discutir a modernização do Pacaembu por meio de um chamamento público. "Defendo o direito democrático de manifestação da população e espero que ele (o protesto) seja o mais tranquilo possível", afirmou o prefeito. Questionado sobre a possibilidade de revogação do aumento da tarifa, o prefeito não se manifestou. 

O Movimento Passe Livre deve bloquear a Radial Leste, como estratégia do terceiro protesto contra o aumento da tarifa. O ato, marcado para começar às 17h desta terça-feira, na Praça Silvio Romero, na estação Tatuapé da linha 3-Vermelha, vai contar com apoio do MTST. 

A Polícia Militar afirma que vai empregar as mesmas técnicas usadas na manifestação de sexta-feira, dispersada após confronto com black blocs. Segundo Luize Tavares, uma das porta-vozes do MPL, o movimento só aceita parar com os protestos se o aumento na tarifa de ônibus, trens e metrô for revogado.

Histórico. Em 2013, os governos estadual e municipal anunciaram um reajuste conjunto das passagens de ônibus, trem e Metrô para R$ 3,20. O aumento das tarifas foi o estopim para uma série de manifestações de estudantes e outros movimentos sociais pedindo a instituição do passe livre na capital. Várias destas manifestações terminaram em depredações dos patrimônios público e privado e em confrontos com policiais militares. 

No mês de junho, as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro anunciaram a redução das tarifas de metrô, ônibus e trens, revogando o reajuste que estava em vigor desde o início do mês. Em seguida, outras quatro capitais - Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e João Pessoa (PB) - também recuaram do reajuste das passagens. No dia 6 de janeiro, a tarifa de ônibus foi reajustada de R$ 3,00 para R$ 3,50.

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