Haddad diz ser 'possível' transformar área ocupada em moradia popular

Terreno ocupado por MTST no sábado é particular, mas prefeito não sabe quem é o dono

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2014 | 12h04

SÃO PAULO - O Prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta manhã, 5, durante uma visita aos haitianos no Glicério, na região central, que "é possível" transferir a área invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, na sábado, no Parque do Carmo, na zona leste, para a Prefeitura de São Paulo construir habitação popular. "Eu pedi para apurar a situação fiscal, quem é o proprietário, se deve para a Prefeitura, se área é passível para a construção de moradia", disse Haddad.

A invasão aconteceu na madrugada de sábado com mil famílias ocupando um terreno particular de 150.000 metros quadrados, localizado a cerca de 4 km do palco de abertura da Copa do Mundo, a Arena Corinthians, em Itaquera. No domingo, outras famílias se juntaram à ocupação e o número de barracas subiu para 2.500. Parte da ocupação é formada por sem-teto de áreas invadidas como a Nova Palestina e Faixa de Gaza. Guilherme Boulos, líder do MTST, é quem coordenada a ocupação que foi batizada de "Copa do Povo". O objetivo do movimento é fazer com que os vereadores incluam o terreno como Zona Especial de Interesse Social (Zeis), na segunda votação do Plano Diretor.

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