Haddad diz que USP não é cracolândia

O ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012, condenou ontem o movimento de estudantes invasores, mas observou que a USP não pode ser tratada como se fosse a "cracolândia" - região do centro da capital conhecida pela presença intensa de usuários de crack.

GUSTAVO URIBE, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2011 | 03h02

"O câmpus da USP não pode ser tratado como se fosse a cracolândia", afirmou. "Nós precisamos compreender que é preciso, tratando-se de um câmpus universitário, ter todo o cuidado na interação com a comunidade universitária, seja com alunos, professores ou funcionários."

A posição de Haddad pode ser interpretada como prévia aos debates para as eleições de 2012. Nas redes sociais, houve reclamações. O tom da crítica era de que o ministro, mesmo com o currículo de professor da USP, não conhecia a realidade.

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura, o atual secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, classificou a declaração como "demagógica e descabida". "Ele está politizando uma tragédia social que é a cracolândia."

As declarações de Haddad foram dadas durante vistoria ao antigo Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que deve acolher novo câmpus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), agora na cidade de Franco da Rocha. / COLABOROU B.P.M.

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