José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Haddad diz que 'não jogou a toalha' e cumprirá metas

Em entrevista à 'TV Estadão', prefeito de São Paulo admite, no entanto, que pode precisar rever uma ou outra até 2016

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2014 | 02h01

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que não "jogou a toalha" em relação às metas anunciadas por ele no início de 2013, quando tomou posse. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à TV Estadão na semana passada. O petista, porém, admitiu que se trata de um programa ambicioso e que, por isso, talvez precise rever algum compromisso até o fim de seu mandato, em 2016.

"O que eu posso dizer é que nós não jogamos a toalha em relação a nenhuma das 123 metas", afirmou Haddad. "Pode ser que daqui a um ano eu fale que essa ou aquela (meta) está mais difícil", disse, ao ser questionado se pretende rever a programação. Mas a intenção, segundo Haddad, é tentar cumprir todas as metas ou o máximo possível da lista.

"Veja a área de Habitação, que é uma das mais difíceis. Entregamos quase 4 mil, das 55 mil prometidas. Mas agora temos Minha Casa Minha Vida (programa federal) em São Paulo. Temos terreno para 70 mil unidades, mais as que estavam em andamento, somando 86 mil. O que estamos enfrentando agora é a questão do licenciamento. Sei que 55 mil é um número audacioso, mas pode cobrar que, em junho de 2015, vamos ter todas as unidades em execução."

Nas demais áreas prioritárias, como Saúde e Transportes, Haddad também se mostrou confiante. Ele citou que os 150 km de corredores de ônibus estarão em obras até a metade do ano que vem e que acredita inaugurar os dois hospitais já licitados - Parelheiros, na zona sul, e Brasilândia, na zona norte - e o Hospital Santa Marina, também na zona sul, que foi comprado por sua gestão. Já a unidade de Vila Nhocuné, na zona leste, que faz parte do plano de metas, só está em projeto.

Análise. "O resultado é aquém do esperado. Mas vale registrar que a Prefeitura de São Paulo enfrentou obstáculos que fugiram de seu controle", afirmou o cientista político Marco Antonio Teixeira, professor do curso de Administração Pública da FGV-SP. "Em relação aos corredores e às unidades habitacionais, por exemplo, tanto o Ministério Público Estadual como o Tribunal de Contas do Município questionaram parte dos planos e atrasaram suas ações. Todavia, esperava-se mais, especialmente na saúde, onde as filas por consultas e exames ainda é bastante longa."

Desde 2008, uma emenda à Lei Orgânica do Município exige que o prefeito eleito apresente um plano de trabalho que deve estar vinculado ao programa de governo escolhido nas urnas. Realizá-lo, no entanto, não é obrigação legal. Na gestão passada, por exemplo, o então prefeito Gilberto Kassab (PSD) cumpriu só a metade do seu plano de metas.

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