Haddad diz que não há possibilidade de reverter aumento da tarifa do transporte

Prefeito de São Paulo também afirma que repudia a violência, seja ela por parte dos manifestantes ou da Polícia Militar

Artur Rodrigues, Estadão

13 Junho 2013 | 20h19

Em entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, 13, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que não há nenhuma possibilidade de reverter o aumento da tarifa e afirmou que o Movimento Passe Livre recusou o diálogo. Ele também disse que repudia a violência, seja ela por parte dos manifestantes ou da Polícia Militar.

"Não pretendo rever o preço do transporte público porque o esforço que foi feito ao longo do ano para que o reajuste da tarifa fosse muito abaixo da inflação foi enorme. Ele vai significar investir mais 600 milhões em subsídios", disse Haddad.

Ele afirma que o único sinal que pode dar para o movimento é cumprir os compromissos de campanha, de implantar o Bilhete Único Mensal, criar corredores de ônibus e manter o reajuste das passagens abaixo da inflação. "Houve uma campanha eleitoral, ninguém se manifestou. Sempre expressei minha opinião sobre o assunto, me comprometi com reajuste abaixo da inflação", afirmou.

Haddad reafirmou que considera "legítima toda e qualquer forma de manifestação e expressão". "São Paulo é o berço das manifestações. O que São Paulo não aceita é a violência. De qualquer parte", disse.

O prefeito afirmou que ninguém no movimento se responsabiliza pelos atos que promovem. "É o que eles próprios dizem, que não se coordenam, não há responsáveis, ninguém se apresenta como responsável pelo que está acontecendo", afirmou.

Questionado sobre o apoio da Juventude do PT, que manifestou apoio ao movimento, Haddad afirmou que se tratam de posições individuais. " Os indivíduos são livres para expressar sua opinião independentemente de pertencer a esse ou aquele partido. A pessoa é livre para expressar sua opinião. Uma coisa é a opinião individual, outra coisa é a posição partidária", afirma.

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