Haddad diz não temer que haja mudança na renegociação de dívida

Haddad diz não temer que haja mudança na renegociação de dívida

Prefeito afirma que não está preocupado com possibilidade de Dilma vetar retroatividade da dívida dos municípios e Estados com a União

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2014 | 15h18

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira, 11, que não está preocupado com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff (PT) não aprovar a retroatividade da dívida dos municípios e Estados com a União, após o vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirmar que não sabia se o projeto do novo indexador vai ser aprovado "na totalidade". "Não tem nenhuma voz dissonante em relação à justiça da medida. Estou tranquilo em relação a isso", disse Haddad.

Na semana passada, a proposta que prevê a troca do atual indexador da dívida - o IGP-DI acrescidos de juros de 6% a 9% ao ano - pelo IPCA mais 4% anual foi aprovada por unanimidade pelos 61 senadores presentes à votação. Na decisão, o Senado também aprovou o efeito retroativo do fator de correção, que, no entanto, ainda precisa receber a sanção da presidente da República.

Caso a proposta seja aprovada integralmente, cai em R$ 59 bilhões o estoque da dívida dos entes federativos com a União, e a estimativa é a perda de R$ 1 bilhão para as contas do governo federal em 2015. Atualmente, só a capital paulista deve R$ 62 bilhões à União, de acordo com dados da Prefeitura, valor que se reduziria em 42%, passando para R$ 36 bilhões, em caso de aprovação da proposta. Em 2000, quando foi assinado o contrato em vigor, esse valor era de R$ 11 bilhões.

Haddad negou, ainda, que o encontro desta terça-feira com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha sido marcado para tratar do assunto. "Nós mantemos conversas frequentes, tanto a meu pedido quanto a pedido dele. É uma conversa de rotina, não há um assunto específico", afirmou.

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