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Haddad deverá engavetar venda de 20 terrenos públicos

Ideia de gestão anterior era trocar áreas por 200 creches na periferia, mas Prefeitura sinalizou que 'não tem interesse'

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2013 | 02h03

A venda de 20 terrenos públicos, que foi proposta em 2011 pela Prefeitura de São Paulo e enfrentou forte resistência popular no ano passado, pode ser engavetada de vez. A administração tem 60 dias para responder ao Ministério Público (MP) se concorda com um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto na quarta-feira.

O projeto previa que, em troca dos terrenos, avaliados em R$ 480 milhões, a iniciativa privada construísse 200 creches na periferia da cidade. A ideia foi duramente criticada, principalmente por moradores do Itaim-Bibi, na zona sul, que perderiam um quarteirão onde hoje funcionam oito equipamentos públicos.

Em fevereiro de 2012, o então prefeito Gilberto Kassab (PSD) chegou a desistir da venda. Além dos protestos, a Prefeitura enfrentava brigas judiciais para fazer as licitações caminharem. A avaliação do secretariado, à época, era a de que não haveria mais tempo para tocar o projeto.

O tema foi abordado na quarta em reunião no MP entre a Prefeitura e o Movimento Defenda São Paulo. "Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa. (A desistência da administração) é uma possibilidade, mas estamos em conversação", disse o promotor Valter Foleto Santin, da Promotoria do Patrimônio Público e Social.

Por meio de nota, o governo municipal sinalizou que pode aceitar a proposta. "A Prefeitura de São Paulo não tem interesse, por ora, em alienar os imóveis."

Outro sinal é que o vereador Eliseu Gabriel (PSB), que se posicionou contra a venda do quarteirão do Itaim, está à frente da Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo, pasta que gerenciava o projeto na gestão Kassab.

Coordenador da Associação Grupo Memórias do Itaim, o professor Helcias Pádua comemorou a possibilidade de engavetar a venda do terreno. Segundo ele, o quarteirão poderá receber mais um equipamento público nos próximos meses. "Devemos ter um telecentro, no prédio anexo à Biblioteca Anne Frank."

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