Haddad critica Fiesp por tirar verba da saúde e barrar IPTU

Prefeito e Paulo Skaf estiveram no STF para tratar do aumento do imposto em São Paulo

O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2013 | 18h41

BRASÍLIA - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quinta-feira, 19, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, após encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, no qual tratou sobre a liberação do aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Ao sair do tribunal, Haddad afirmou que "a Fiesp entende pouco de contas públicas". O ministro deve julgar o pedido da Prefeitura antes do Natal.

A entidade encontrou com ação contra o reajuste do IPTU e decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) impedem o aumento.

Segundo Haddad, a Fiesp lutou pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que tirou R$ 60 bilhões da saúde. "Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo", completou.

Nesta quinta-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também esteve em reunião no STF com o ministro Barbosa. Ao deixar o tribunal, Skaf disse esperar que a suspensão do reajuste seja mantida.

"O que realmente estou torcendo para não acontecer é que haja algum problema com essa liminar que permite a Prefeitura dar uma facada em todos os moradores de São Paulo, em todos os paulistanos, porque ninguém escapa: 90% dos que recolhem o imposto vão ter esse aumento abusivo, numa média de 88%", afirmou Skaf. "Ninguém está discutindo o reajuste inflacionário e, sim, esse aumento abusivo, um verdadeiro confisco", acrescentou.

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