Haddad critica Câmara e projeto não é votado

Prefeito de São Paulo reclamou da demora dos vereadores em aprovar lei que cria a carreira de controlador na Prefeitura

Adriana Ferraz e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 20h53

O prefeito Fernando Haddad (PT) culpou nesta quarta-feira, 11, a Câmara Municipal pela falta de estrutura da Controladoria-Geral do Município. Ao defender o órgão, criticado por seu secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe, por produzir “relatórios policialescos”, como o Estado publicou nesta quarta, o petista reclamou da demora dos vereadores em aprovar lei que cria a carreira de controlador na Prefeitura. A declaração repercutiu entre os parlamentares, que desistiram de votar um projeto do governo de revitalização urbana da Avenida Santo Amaro, entre as Avenidas Bandeirantes e Presidente Juscelino Kubitschek.

Garibe chegou a afirmar que a Controladoria representa um “atraso” na cidade. A afirmação foi dada após a revelação de um relatório produzido pelo órgão no qual a secretaria comandada por ele teria pago R$ 30 milhões a empresas de consultoria sem a comprovação da realização dos serviços. “A Controladoria está exigindo do secretário providências que não dependem só dele. Dependem da aprovação do projeto de lei da carreira de gestor pela Câmara. O projeto está lá há quase um ano e não é votado”, reclamou Haddad.

‘Lua’. A declaração não agradou à Câmara. Até o presidente, Antônio Donato (PT), queixou-se. “Estava andando (o projeto dos fiscais), mas quando o prefeito faz uma fala jogando a responsabilidade para a Câmara, com uma base frágil dessas, a coisa complica.” Andrea Matarazzo, do PSDB, disse que o petista “vive no mundo da lua” e está “sempre terceirizando responsabilidades”

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