Haddad confirma afastamento de ex-secretário de Kassab

Antonio Grasso era subprefeito interino de Pinheiros e foi secretário da gestão anterior; prefeito disse que já há datas para que empresas apresentem comprovante de pagamento do ISS

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

19 Novembro 2013 | 19h41

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira, 19, a exoneração do subprefeito interino de Pinheiros, Antonino Grasso, acusado de estar relacionado à quadrilha acusada de cobrar propina para reduzir impostos em São Paulo. "Neste caso, já houve várias exonerações e vários processos administrativos, disciplinares foram abertos. Ele (Grasso) será afastado", garantiu. A exoneração deverá ser publicada nesta quarta-feira, 20, no Diário Oficial do Município.

Antonino Grasso, conhecido por Nino, de acordo com depoimento de uma testemunha mantida sob sigilo pelo Ministério Público Estadual (MPE), solicitava favores ao grupo na arrecadação de Imposto predial e Territorial Urbano (IPTU) e teria dado dinheiro a um dos auditores suspeitos. Antes de assumir interinamente a subprefeitura de Pinheiro, Grasso era chefe de gabinete nesta subprefeitura indicado pelo PV e também foi secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab.

Além dele, outros dois ex-secretários de Kassab (Walter Aluísio Moraes e Silvio Dias) foram citados nas investigações. Segundo Haddad, o aparecimento de novos nomes na investigação será tratado com cautela pela Prefeitura. Vamos proceder com a mesma cautela, afastando dos cargos de confiança e abrindo as sindicâncias para apurar as responsabilidades.

Já com relação às empresas, o prefeito afirmou que a Secretaria de Finanças já possui um calendário para que as companhias sejam chamadas e apresentem a documentação que comprove o recolhimento do tributo devido.

"Empresas serão chamadas para apresentar a documentação relacionada, mesmo a empresa que recolheu e pagou por chantagem terá que prestar contas ao Ministério Público. E a empresa que não recolheu imposto devido vai ser tratada como inadimplente, o que significa dizer que ela terá que recolher a diferença, acrescida de multa e juros cabíveis", frisou o prefeito. "Não haverá nenhum tipo de concessão às empresas", emendou.

Segundo Haddad, ainda não é possível citar quais empresas estão sendo chamadas, pois essa etapa da investigação está sob sigilo. "Mas vamos divulgar todos os dados. As empresas que foram convocadas, depois de diagnosticada a situação, nós iremos à público e vamos expor o nome e a eventual ofensa à legislação", garantiu. O prefeito participou nesta tarde do Fórum Sustentabilidade promovido pela revista Exame, em São Paulo.

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