Haddad cede a movimentos de habitação

Após pressão de movimentos que reivindicam o financiamento de 20 mil unidades em São Paulo por meio do Minha Casa Minha Vida, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) vai permitir que entidades organizadas de sem-teto indiquem quem precisa de atendimento no programa do governo federal. A medida foi publicada ontem no Diário Oficial da Cidade.

O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2013 | 02h09

A reivindicação foi atendida um dia antes de Haddad se encontrar com movimentos de moradia. O anúncio oficial será feito hoje pelo prefeito e deve selar sua paz com movimentos ligados à União Nacional de Moradia e à Central de Movimentos Populares. As entidades afirmavam que, caso o prefeito não os autorizasse a fazer as indicações de atendimento no Minha Casa Minha Vida, o processo de ocupações na cidade voltaria a partir de outubro.

Atualmente, só no centro de São Paulo 47 prédios estão invadidos por movimentos organizados. Outros sete terrenos públicos estão ocupados por entidades na zona sul. Agora, esses movimentos vão poder indicar quem mora nessas ocupações para atendimento no programa federal.

Os movimentos querem indicar 20 mil famílias, o equivalente a 36,6% das 55 mil unidades que a gestão Haddad quer construir até o final de 2016. As famílias organizadas em cooperativas podem ser credenciadas pela Caixa Econômica Federal. / ARTUR RODRIGUES e DIEGO ZANCHETTA

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