Werther Santana/Estadao
Werther Santana/Estadao

Haddad afirma que carnaval em SP pode ser o maior em nº de foliões

Afirmação foi feita pelo prefeito ao responder pergunta de internauta sobre ações previstas pela Prefeitura na Vila Madalena em 2016

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 19h07

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na tarde desta terça-feira, 13, que é possível colocar a capital paulista como "principal cidade do Brasil em número de foliões" no carnaval de 2016. A afirmação foi feita enquanto ele respondia a perguntas de internautas, previamente selecionadas por sua equipe, em um vídeo transmitido ao vivo pela internet - essa foi a segunda edição da iniciativa "Pergunte ao Prefeito".

"A cidade de São Paulo já é maravilhosa no cotidiano e, quando você tem oportunidade de brincar, você curte de outra maneira", afirmou Haddad ao ser questionado sobre as ações voltadas à organização do carnaval de rua, especialmente na Vila Madalena, na zona oeste. "Queremos insistir na política do carnaval de rua e vamos aprender nesse processo, conversando com os moradores (da Vila). É um aprendizado. O carnaval deste ano foi melhor que o do ano passado, na minha opinião, e o próximo será ainda melhor. Vamos nos colocar como talvez a principal cidade do Brasil em número de foliões", disse.

Para superar o Carnaval do Rio, por exemplo, São Paulo deve atrair três vezes mais público do que atingiu em 2015. Enquanto no Rio os bloquinhos de rua atraíram 4,5 milhões de pessoas, na capital paulista esse número chegou a 1,5 milhão.

"Falavam que São Paulo era o túmulo da samba e nós provamos que não é bem assim", afirmou Haddad sobre as festas de carnaval de rua organizadas na cidade nos últimos dois anos. Segundo ele, a demanda da cidade pela folia nas ruas estava "travada", e sua liberação pode ter provocado alguns excessos.

Vila Madalena. O carnaval nas ruas da Vila Madalena gerou polêmica entre foliões e moradores neste ano. Ao menos 37 blocos se concentraram no bairro e a Prefeitura teve de limitar o público a 15 mil pessoas por dia. Cenas de bebedeira nas ruas, xixi nas portas de casa e prédio, uso de drogas e até sexo nas ruas aterrorizaram a vizinhança. A PM realizou, como na Copa do Mundo, dispersão da multidão a partir da meia-noite, mas o horário muitas vezes não foi respeitado.

Após o fim do carnaval, moradores do bairro se organizaram para cobrar do Ministério Público Estadual providências que evitem o caos na Vila Madalena no carnaval de 2016.

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