'Hackatão' é pioneiro na mídia brasileira

Centro de jornalismo do Texas, nos EUA, destaca espírito inovador do 'Estado' ao promover encontro de 24 horas em busca de dados públicos

FILIPE SERRANO, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h06

A iniciativa do Estado de unir jornalistas, programadores e designers foi elogiada pelo centro de jornalismo Knight Center, da Universidade do Texas, nos EUA, como mais um exemplo do espírito pioneiro do jornal. Para o centro, o principal valor do Hackatão - nome dado ao encontro de 24 horas - está em reunir pessoas de diferentes áreas para encontrar novas formas de análise de dados públicos.

"Por um lado, repórteres estão ansiosos para destrinchar dados e extrair informações valiosas sobre a administração pública. Por outro, entusiastas da tecnologia querem construir ferramentas de mapeamento e visualização de dados. O que acontece quando você coloca esses dois grupos juntos? Buscando uma resposta, o jornal O Estado de S. Paulo promoveu a primeira maratona hacker, ou 'Hackatão', organizada por um veículo de comunicação no Brasil", descreveu o centro.

O evento foi organizado em parceria com a Casa de Cultura Digital, que também promove o uso de dados públicos e tem experiência nesse tipo de iniciativa. O encontro começou à 0h de ontem e tinha previsão de terminar à 0h de hoje - uma maratona de 24 horas para incentivar projetos abertos e criativos que podem auxiliar na cobertura jornalística. Das mais de 200 pessoas inscritas, 70 estavam presentes durante a abertura no auditório do Estado.

"É um prazer abrir uma casa centenária para algo tão moderno como isso'", disse Claudia Belfort, editora-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado. "É uma das formas de fazer jornalismo do século 21", complementou Alexandre Matias, editor do Link, caderno de tecnologia e cultura digital do jornal. Além do Link e do Estadão.com.br, o Hackatão também foi idealizado pelo Estadão.edu e pelo núcleo Estadão Dados, criado recentemente com o objetivo de esmiuçar dados que podem servir de base para uma reportagem.

Articulação. Os trabalhos do Hackatão, porém, já haviam começado antes da abertura. Uma lista de discussão por e-mail foi criada pelos participantes, que já se articulavam antes mesmo de o evento começar, e deve continuar ativa. Pelo IRC, Facebook e outros canais, a discussão era contínua durante o encontro.

Participantes logo formaram grupos de interesse comum. Juntos, passaram a madrugada pensando e desenvolvendo ideias. O Link cobriu o evento em seu site e publicará os resultados da iniciativa na edição de amanhã.

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